Bruno Reis comenta projeto que propõe gratuidade em estacionamentos de shoppings de Salvador

Prefeito lembra decisão judicial que autoriza cobrança e afirma que Câmara e Executivo não podem legislar de forma contrária.

Foto: Lucas Andrade/iBahia

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), comentou sobre o projeto de lei que propõe gratuidade nos estacionamentos dos shoppings centers da capital baiana. O gestor falou sobre o tema nesta quarta-feira (15), durante a abertura da 3ª edição da ConstruNordeste.

A proposta, de autoria do vereador Randerson Leal (Podemos), prevê que a gratuidade seja concedida aos clientes que consumirem um valor mínimo cinco vezes maior do que a tarifa cobrada pelo estacionamento.
Ou seja, se o valor da taxa for R$ 14, o cliente teria de gastar ao menos R$ 70 dentro do centro de compras para obter o benefício.

Entretanto, o prefeito ponderou que existe uma decisão judicial transitada em julgado — sem possibilidade de recurso —, o que, segundo ele, limita a eficácia da proposta.

“A gente foi obrigado, no passado, a permitir a cobrança de estacionamento por conta da decisão judicial. Isso foi um assunto transitado em julgado. Acho que nem a Câmara e nem eu, como prefeito, podemos legislar de forma diferente”, afirmou Bruno Reis.

O gestor lembrou ainda que, na época da decisão judicial, a prefeitura buscou uma contrapartida social por parte dos shoppings.

“A última alternativa que a gente teve foi se buscar uma contrapartida para a cidade. Eles foram obrigados a construir 40 CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil), que estão em pleno funcionamento. Há uma decisão judicial em vigor e ela precisa ser cumprida”, completou.

Projeto tramita na Câmara de Salvador

Atualmente, os preços dos estacionamentos dos shoppings da capital variam entre R$ 9 e R$ 14, a depender do estabelecimento.

Segundo o vereador Randerson Leal, o objetivo da proposta é aliviar o bolso dos consumidores e incentivar o comércio local.

“Vamos voltar a trabalhar esse projeto com força total. Meu compromisso é dialogar com os setores envolvidos, ouvir os estabelecimentos, os consumidores e, principalmente, conversar com os colegas vereadores para construirmos juntos uma solução justa para Salvador”, afirmou Leal.

O projeto ainda tramita na Câmara Municipal de Salvador (CMS) e deve ser discutido nas próximas sessões.

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