Transportar animais no colo, no banco da frente ou com a cabeça para fora da janela pode ser uma cena comum, mas representa risco tanto para a família quanto para o próprio pet. Além do perigo, a prática configura infração gravíssima de trânsito e pode gerar multa, especialmente em viagens mais longas — situação comum no fim de ano e nas férias de verão.
Para a médica veterinária Aline Quintela, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Unifacs, o cuidado deve começar antes mesmo de pegar a estrada. “Segurança é prioridade. O transporte deve ser feito em equipamentos adequados: caixas de transporte, cintos de segurança específicos ou cadeirinha para pets”, afirma. Ela destaca ainda a importância de uma consulta veterinária prévia para avaliar as condições de saúde do animal.
A orientação é que cães, gatos e outros pets nunca fiquem soltos no veículo. Eles devem viajar no banco de trás, presos em cintos apropriados ou transportados em caixas adequadas. Também é proibido transportar animais na parte externa de picapes.
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Viajar com pets exige planejamento. Segundo Sandra Haas Guimarães, adestradora especializada em comportamento animal, o trajeto pode ser estressante para muitos animais. “Viajar não é algo natural para os pets. O mais importante é conhecer o comportamento do seu animal em ambientes estranhos”, explica. Ela recomenda acostumar o pet à caixa de transporte e considerar hospedagens seguras caso o animal não esteja preparado para a viagem.
A especialista ressalta que cães assustados podem latir excessivamente, tentar atacar desconhecidos ou se agitar dentro do carro. Mesmo os mais quietos podem estar com medo e tentar roer o cinto de segurança. Enjoo e mal-estar também são comuns.
A experiência da professora de inglês Mikar Menezes ilustra essa necessidade de preparo. Para garantir conforto à cadela Daisy antes de uma mudança para os Estados Unidos, ela viajou de Salvador a São Paulo de carro, em três dias, ao lado do marido. “A preparação mais importante foi o adestramento. Sem Sandra, nada teria sido possível”, conta. Segundo Mikar, Daisy se manteve tranquila e obediente, inclusive no aeroporto.
Já a administradora Paloma Rocha das Neves afirma que viajar com a Shih-tzu Luma, de 6 anos, é sempre tranquilo. “Ela ama viajar. Quando pego a caixinha, já fica feliz”, diz. Preocupada com o bem-estar da cadela, Paloma leva brinquedos, petiscos, água, ração, toalha, xampu a seco e outros itens para garantir conforto durante o percurso.


