O filho do síndico que confessou ter assassinado a corretora Daiane Alves Souza foi liberado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (19). Ele havia sido preso sob suspeita de ajudar o pai a esconder provas, mas as investigações apontaram que não houve participação no crime.
De acordo com a defesa, documentos e depoimentos comprovaram que o jovem não teve envolvimento direto nem indireto no homicídio. A própria autoridade policial responsável pelo inquérito autorizou a soltura após analisar as evidências.
Ele estava detido desde 28 de janeiro, quando surgiram suspeitas de que teria auxiliado o pai na compra e registro de um celular. Durante depoimento, o síndico assumiu sozinho a responsabilidade pelo assassinato e isentou o filho de qualquer participação.
Um vídeo encontrado no celular da vítima foi fundamental para a investigação. O aparelho havia sido descartado em uma caixa de esgoto e depois recuperado pela polícia.
As imagens mostram a corretora descendo ao subsolo do prédio, em Caldas Novas, enquanto o síndico já a aguardava no local usando luvas. Em determinado momento, ele aparece encapuzado e se aproxima da vítima por trás. A gravação é interrompida no instante do ataque.
Segundo o delegado responsável pelo caso, o registro indica que a ação foi planejada. A polícia também apurou que o síndico já havia desligado a energia do apartamento da corretora em outras ocasiões.
Daiane, de 43 anos, foi morta em janeiro quando tentava religar a luz do imóvel onde morava. Após o crime, o corpo foi colocado no carro do autor e abandonado em uma área de mata. O prédio tinha câmeras de segurança, mas nenhuma cobria o acesso por escadas ao subsolo, apontado como ponto sem monitoramento.
O caso segue em andamento na Justiça.


