Os professores da rede privada de ensino da Bahia realizam uma paralisação total das atividades nesta terça-feira (9). A mobilização atinge escolas de educação básica em todo o estado e faz parte da campanha salarial da categoria.
Pela manhã, os docentes participam de uma assembleia geral convocada pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro), em Salvador, para avaliar o andamento das negociações salariais e discutir a possibilidade de decretação de estado de greve.
A suspensão das aulas foi aprovada por 91% dos participantes em uma votação realizada no último dia 1º de junho. Segundo o sindicato, as negociações com o setor patronal estão em curso desde março, mas ainda não houve acordo entre as partes.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores está um reajuste salarial com ganho real de 5%, baseado no Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese. A categoria também pede a atualização dos valores da hora-aula, além da garantia de planos de saúde e odontológico para professores e dependentes.
Os docentes defendem ainda a manutenção e ampliação das bolsas de estudo destinadas aos filhos de funcionários das instituições de ensino.
De acordo com o Sinpro, propostas apresentadas pelos representantes das escolas foram rejeitadas por preverem alterações consideradas prejudiciais a direitos já conquistados pela categoria, incluindo regras relacionadas ao recesso escolar e às bolsas de estudo.
O resultado da assembleia poderá definir os próximos passos do movimento e o futuro das negociações entre professores e empregadores.


