Após oito anos, MP arquiva investigação sobre morte de ativista em Tucano

Ministério Público afirma que não encontrou provas suficientes para identificar os responsáveis pelo homicídio de Pedro Henrique Santos Cruz Sousa.

O Ministério Público do Estado da Bahia anunciou nesta quarta-feira (10) o arquivamento da investigação sobre o homicídio de Pedro Henrique Santos Cruz Sousa, ocorrido em dezembro de 2018, no município de Tucano.

Em nota pública, o órgão informou que, após oito anos de apuração e o esgotamento das medidas investigativas consideradas viáveis, não foi possível reunir provas suficientes para comprovar a autoria do crime e sustentar uma denúncia criminal.

Segundo o MPBA, o caso recebeu atenção prioritária devido à gravidade dos fatos e à hipótese inicial de possível participação de agentes de segurança pública. Durante as investigações, foram realizadas perícias, oitivas, interrogatórios, análises de dados telefônicos, exames balísticos, levantamentos de inteligência e outras diligências.

De acordo com a instituição, entre os fatores que levaram ao arquivamento estão a ausência de provas técnicas que posicionassem investigados no local do crime, a inexistência de correspondência balística entre armas analisadas e os projéteis recolhidos, além da falta de elementos independentes capazes de confirmar os reconhecimentos realizados durante a apuração.

O Ministério Público destacou que o arquivamento não reduz a gravidade do caso, mas decorre da obrigação legal de atuar com base em provas concretas. O órgão também ressaltou que novas investigações poderão ser abertas caso surjam elementos ou provas inéditas relacionadas ao crime.

Na nota, o MPBA manifestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima e reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, a proteção das vítimas e a busca pela verdade dos fatos.

google news
senac