Os professores da rede particular de ensino da Bahia voltarão a paralisar as atividades nesta quarta-feira (17), em mais um capítulo das negociações da campanha salarial da categoria. A mobilização ocorre após a aprovação do estado de greve durante assembleia realizada no último dia 9.
Além da paralisação, os trabalhadores participarão de uma nova assembleia para discutir o andamento das negociações e definir os próximos passos do movimento. Entre as pautas apresentadas pela categoria estão reivindicações salariais e a preservação de benefícios trabalhistas já garantidos aos profissionais da educação.
O Sindicato dos Professores da Rede Particular da Bahia (SinPro-BA) informou que o encontro também servirá para avaliar a possibilidade de manutenção do estado de greve por tempo indeterminado, dependendo da evolução das tratativas com os representantes das instituições de ensino.
Por outro lado, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (SINEPE-BA) afirmou que houve avanços nas negociações realizadas até o momento. Segundo a entidade, uma das reivindicações atendidas foi a ampliação do recesso escolar de 2027 para 18 dias, conforme solicitado pelos docentes.
O sindicato patronal destacou, no entanto, que futuras alterações no calendário escolar poderão ocorrer devido a mudanças previstas na legislação e a eventos de alcance nacional, como a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil. A entidade também mencionou discussões relacionadas a possíveis mudanças na jornada de trabalho, que podem impactar a organização do calendário letivo.
Em relação às questões salariais, o SINEPE-BA informou que reconhece a importância da valorização dos professores, mas ressaltou que acompanha debates legislativos que podem aumentar os custos operacionais das instituições de ensino, especialmente em temas ligados à remuneração e aos direitos trabalhistas.
A expectativa é de que as decisões tomadas na assembleia desta quarta-feira sejam determinantes para os próximos desdobramentos da campanha salarial e para a continuidade das atividades nas escolas particulares do estado.


