Inteligência artificial ajuda a criar novas vacinas capazes de proteger contra famílias inteiras de vírus, aponta estudo de Cambridge

Tecnologia foi testada em fase inicial e pode ampliar a proteção contra múltiplas variantes e futuras pandemias

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram uma nova abordagem baseada em inteligência artificial para criação de vacinas com potencial de proteção mais ampla contra vírus de uma mesma família.

Diferente das vacinas tradicionais, que são projetadas para combater vírus ou variantes específicas, a nova tecnologia busca ampliar o alcance da resposta imunológica. Segundo os cientistas, isso pode reduzir o impacto da evolução natural dos vírus, que ao longo do tempo conseguem escapar parcialmente da proteção existente.

A estratégia foi testada em um estudo clínico inicial envolvendo uma vacina voltada aos sarbecovírus — grupo que inclui o Sars-CoV e o Sars-CoV-2, causador da Covid-19. Os resultados foram publicados no Journal of Infection, em 18 de maio.

De acordo com os pesquisadores, a inteligência artificial é utilizada para processar grandes volumes de dados sobre diferentes vírus relacionados, identificando regiões comuns entre eles que são reconhecidas pelo sistema imunológico. A partir disso, são desenhados imunizantes capazes de atingir características compartilhadas por diversos agentes virais.

Os cientistas destacam, no entanto, que a tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento e precisa passar por novas etapas de testes antes de qualquer aplicação em larga escala.

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