A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Vera Cruz para o início das obras da Ponte Salvador-Itaparica foi considerada um marco pelo presidente da Câmara Municipal, Jorge Carvalho. Em entrevista ao Voz da Bahia, ele afirmou que a visita reforça a confiança de que o empreendimento finalmente será concluído.
Segundo Jorge, a construção da ponte representa uma oportunidade de desenvolvimento para toda a Bahia, mas exige planejamento para que os benefícios também alcancem a população da Ilha de Itaparica “Trazer um empreendimento desse, a gente não pode dividir aquilo que a gente não tem, então é necessário se investir na saúde, leito de UTI, cadeira de hemodiálise, a vida de uma faculdade, geração de emprego, oportunidade, preparando o nosso povo para esse progresso, que progresso só é bom se for bom também para o nosso povo”, destacou.
Sobre a segurança pública, Jorge reconheceu que Vera Cruz enfrenta problemas como outras cidades baianas, mas afirmou que a violência na ilha ainda é menor do que em grandes centros urbanos. “É uma cidade que caminha, uma cidade que é passagem, certamente que também sofre o problema da violência. Mas aqui, em Veracruz, na Ilha Itaparica como um todo, é infinitamente menor a violência do que é na capital e nas grandes cidades”, disse.
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Ele também concordou com o alerta feito pelo presidente de que o crescimento econômico pode trazer também desafios relacionados à criminalidade. “Eu achei que foi de extrema responsabilidade dele chamar a atenção tanto do governador, como da empresa, como dos senadores, a questão de se olhar com olhar de respeito à nossa cidade. É quase impossível você dizer que a coisa vai ficar como era. Então, obviamente, assim como chega o progresso, também chega a violência, saídinha bancária, sequestro relâmpago, Uma série de problemas que a gente vive.”, afirmou.
Outro ponto levantado foi o risco da gentrificação. Segundo o presidente da Câmara, é preciso evitar que a valorização imobiliária afaste os moradores tradicionais da ilha. Ele defendeu que vereadores, Prefeitura, Ministério Público e demais órgãos acompanhem de perto o desenvolvimento do projeto. “Meu maior problema é a gentrificação. É não tirar o nosso povo que nasceu aqui para trazer um outro grupo de pessoas com mais recursos, com mais poder aquisitivo. Então, tendo essa sensibilidade, essa preocupação, acho que vai ser um grande empreendimento para a nossa cidade.”, disse.
Jorge Carvalho também ressaltou a importância de garantir oportunidades de emprego para os moradores da região, afirmando que o diálogo com o Governo da Bahia busca assegurar que uma parcela significativa das vagas geradas pelas obras seja destinada à população local.





