Os Correios decidiram suspender temporariamente algumas medidas do plano de reestruturação após a mobilização dos trabalhadores, que ameaçavam entrar em greve. Entre as ações pausadas estão o fechamento de agências, o fim de uma gratificação para atendentes e a implantação de um novo sistema de planejamento das entregas.
A decisão foi anunciada durante as negociações com os sindicatos. A categoria desistiu da greve imediata, mas manteve o estado de greve, podendo paralisar as atividades caso o acordo firmado não seja cumprido.
Segundo os Correios, a suspensão é provisória e permitirá que os representantes dos trabalhadores avaliem possíveis impactos das mudanças. Apesar disso, outras medidas para reduzir despesas, como a venda de imóveis e o corte de custos operacionais, continuam em andamento.
Desde o início da reestruturação, 256 agências já tiveram as atividades encerradas. A empresa enfrenta uma grave crise financeira, com prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e perdas de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026.





