Anvisa aprova novo medicamento contra câncer agressivo com redução de 41% no risco de morte

Anvisa aprova o Columvi, novo medicamento para tratamento de linfoma difuso de grandes células B. Estudos apontam redução de 41% no risco de morte.

Foto: Governo Federal/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Columvi (glofitamabe), novo medicamento desenvolvido pela farmacêutica Roche para o tratamento de adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), um dos tipos mais agressivos de câncer que afetam o sistema linfático. A autorização foi publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União.

O medicamento será utilizado em combinação com gencitabina e oxaliplatina no tratamento de pacientes com doença recidivante, quando o câncer retorna após o tratamento, ou refratária, quando não há resposta às terapias convencionais. A indicação também contempla pessoas que não apresentam condições clínicas para realizar transplante autólogo de células-tronco.

Segundo a Anvisa, a aprovação representa um importante avanço para o tratamento oncológico no Brasil. O Columvi é um anticorpo biespecífico, tecnologia que atua direcionando o sistema imunológico para reconhecer e atacar as células cancerígenas, ampliando as alternativas terapêuticas para pacientes com câncer hematológico.

De acordo com a Roche, aproximadamente 4 mil brasileiros recebem o diagnóstico de linfoma difuso de grandes células B todos os anos. O tratamento é administrado por via intravenosa, sem necessidade de internação, e possui duração média de 8,3 meses, distribuída em 12 ciclos.

Os resultados que embasaram a aprovação foram apresentados em um estudo clínico internacional publicado, em novembro de 2024, na revista científica The Lancet. A pesquisa demonstrou que o novo esquema terapêutico proporcionou redução de 41% no risco de morte em comparação ao tratamento convencional.

Além disso, o estudo apontou remissão completa da doença em 50,3% dos pacientes tratados com o Columvi, enquanto no grupo submetido à terapia padrão esse índice foi de 22%. Os pesquisadores também observaram uma redução de 63% no risco de progressão da doença, reforçando a eficácia do medicamento.

Com a aprovação da Anvisa, o Columvi passa a integrar as opções de tratamento disponíveis no Brasil, representando uma nova esperança para pacientes que enfrentam formas agressivas de linfoma e possuem poucas alternativas terapêuticas.

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