O Partido Liberal (PL) apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) denunciando um suposto esquema de perfis falsos usados para promover ataques contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros políticos de direita. A legenda afirma ter identificado uma estrutura digital com atuação coordenada nas redes sociais.
Segundo o partido, o levantamento encontrou mais de 50 páginas que teriam divulgado cerca de 4,6 mil anúncios patrocinados. A representação aponta que o conteúdo teria alcançado aproximadamente 250 milhões de visualizações e que os pagamentos dos anúncios teriam origem não identificada.
A ação foi apresentada pela equipe jurídica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. A advogada Maria Claudia Bucchianeri afirmou que existem indícios de uma estrutura organizada para dificultar a identificação dos responsáveis pelos perfis.
PL pede investigação sobre recursos e administradores
De acordo com a representação, as páginas investigadas apresentam características semelhantes, como datas próximas de criação, números de telefone com o mesmo DDD, registros de domínio parecidos e hospedagem em uma mesma plataforma.
O partido também afirma que as contas utilizavam legendas genéricas e estratégias que poderiam dificultar a identificação automática de conteúdos políticos pelas plataformas digitais.
Outro ponto citado pelo PL é que parte dos anúncios teria sido paga em moedas estrangeiras, como dólar e peso colombiano. Conforme o levantamento apresentado pela legenda, o valor estimado dos impulsionamentos considerados irregulares chega próximo de R$ 3 milhões.
Na solicitação enviada ao TSE, o partido pede medidas para identificar a origem dos recursos, os responsáveis pelos anúncios, os administradores das páginas e as pessoas envolvidas na estrutura técnica da suposta rede.
Denúncia ainda será analisada
Segundo o PL, a suposta rede teria como objetivo realizar ataques coordenados contra Flávio Bolsonaro e outros representantes da direita por meio de propaganda considerada irregular.
A representação será analisada pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar os pedidos apresentados e definir eventuais medidas de investigação.
Até o momento, não há decisão do TSE sobre responsabilização dos envolvidos nem confirmação oficial da existência do suposto esquema denunciado pelo partido.





