Bahia concentra cinco das dez cidades mais violentas do Brasil, aponta Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Levantamento coloca o estado entre os mais afetados pela violência letal no país e destaca Porto Seguro entre os municípios com maiores taxas de mortes violentas

A Bahia voltou a aparecer em posição de destaque no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), ao concentrar cinco das dez cidades mais violentas do Brasil. O levantamento, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), utiliza como base a taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) por grupo de 100 mil habitantes e reúne dados referentes ao ano de 2025.

Entre os municípios baianos que figuram no ranking estão Porto Seguro, que aparece na 4ª colocação nacional, além de outras quatro cidades do estado entre as dez primeiras posições. O resultado reforça o cenário de preocupação com a violência letal na Bahia, que segue entre os estados com os maiores índices do país.

O anuário aponta que o avanço da atuação de organizações criminosas, aliado às disputas entre facções pelo controle do tráfico de drogas, continua sendo um dos principais fatores para o elevado número de homicídios em diversas regiões baianas. Em cidades como Porto Seguro, o crescimento da violência tem sido associado à intensificação dessas disputas e à expansão do crime organizado.

Apesar do cenário na Bahia, o Brasil registrou uma redução nas mortes violentas em 2025. Segundo o levantamento, o país apresentou queda de 8,4% nos homicídios e demais mortes violentas intencionais, alcançando o menor índice dos últimos 14 anos. Ainda assim, estados das regiões Norte e Nordeste continuam concentrando as maiores taxas de violência letal.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é considerado uma das principais referências nacionais sobre criminalidade e reúne informações fornecidas pelos estados, secretarias de segurança pública e órgãos oficiais. O estudo também apresenta indicadores sobre roubos, furtos, feminicídios, violência contra mulheres, crimes patrimoniais, atuação policial e gastos públicos com segurança.

A publicação serve como base para a formulação de políticas públicas e para o acompanhamento da evolução dos índices de violência em todo o país.

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