Nova multa de R$ 600 mil expõe rotina de sujeira e riscos à saúde no sistema ferry-boat

Fiscalizações identificaram problemas no controle da água, limpeza, armazenamento de lixo e combate a insetos e roedores nas embarcações e terminais.

Os problemas no sistema ferry-boat voltaram a ser alvo de fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Internacional Travessias, concessionária responsável pela operação da travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica, foi multada em R$ 600 mil após a identificação de diversas irregularidades sanitárias durante inspeções realizadas pela agência.

Entre as falhas apontadas estão deficiências no controle da qualidade da água potável, problemas na limpeza das embarcações e dos terminais, armazenamento inadequado de resíduos sólidos e falhas no controle de pragas, incluindo a presença de baratas e roedores.

Levantamento realizado pelo Jornal Metropole mostra que essa não é a primeira vez que a concessionária responde por problemas do tipo. Entre 2017 e 2025, a Anvisa instaurou pelo menos oito processos administrativos contra a empresa. Desse total, seis tiveram origem em irregularidades relacionadas às condições de higiene e sanitização do sistema.

As reclamações dos usuários também são frequentes. Passageiros relatam constantemente banheiros sujos, acúmulo de lixo, presença de baratas nas embarcações e nos terminais de São Joaquim, em Salvador, e Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, além de registros de ratos durante as travessias.

As recorrentes autuações reforçam as críticas sobre a qualidade dos serviços prestados no sistema ferry-boat, que, além das reclamações relacionadas à operação e aos longos períodos de espera, também enfrenta questionamentos quanto às condições de higiene e segurança sanitária oferecidas aos passageiros.

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