Com guerras e El Niño, preços mundiais dos alimentos atingem maior nível desde 2022, diz FAO

Alta foi puxada por açúcar, cereais, óleos, carnes e laticínios no mercado internacional

Os preços mundiais dos alimentos subiram em agosto e alcançaram o maior nível desde novembro de 2022, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O índice da entidade chegou a 133,3 pontos, contra 130,8 em julho.

A alta foi registrada em praticamente todas as categorias analisadas. O açúcar teve o maior destaque, com avanço de 11,9%, enquanto os cereais subiram 2,2% e os óleos vegetais, 0,6%.

Segundo a FAO, eventos climáticos extremos, conflitos internacionais e problemas nas rotas comerciais aumentaram as preocupações com a oferta de alimentos. O calor e a seca na Europa afetaram as perspectivas para algumas safras, enquanto os conflitos no Mar Negro prejudicaram o transporte de grãos.

No Brasil, a entidade também apontou impacto da menor produção na região Centro-Sul, importante para o mercado mundial de açúcar. O trigo acumula alta de 15% em um ano, enquanto o milho ficou 2,5% mais caro em agosto.

A carne bovina foi uma exceção e apresentou queda nos preços, influenciada pelo aumento da concorrência entre exportadores brasileiros e australianos após a China estabelecer cotas para importações.

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