Depressão em idosos pode passar despercebida; veja 5 sinais que merecem atenção

Apatia, isolamento, alterações no sono e até problemas de memória podem indicar um quadro que não deve ser confundido com o envelhecimento

Idosos possuem benefícios - Foto: Reprodução | Freepik

A depressão em idosos nem sempre se manifesta com tristeza ou choro. Apatia, isolamento, falta de energia, alterações no sono e no apetite, dores persistentes e dificuldades de memória também podem ser sinais de que a saúde mental precisa de atenção.

No Brasil, cerca de 36 milhões de pessoas têm 60 anos ou mais, segundo o Ministério da Saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 15% das pessoas com 70 anos ou mais convivem com algum transtorno mental.

O geriatra Luis Alberto Saporetti, do Hospital Sírio-Libanês, destaca que envelhecer envolve mudanças e perdas, mas a depressão pode alterar a forma como a pessoa vive e interfere na rotina.

Quais sinais devem ser observados?

1. Perda de iniciativa: o idoso deixa de cozinhar, cuidar da casa, encontrar amigos, passear ou realizar atividades que antes faziam parte da rotina.

2. Isolamento: o afastamento de familiares e amigos e a perda de interesse por atividades sociais podem indicar que algo não está bem. O estímulo à convivência deve ocorrer sem cobranças ou pressão.

3. Alterações no sono, apetite e peso: insônia, perda de apetite e emagrecimento podem aparecer junto ao desânimo e à falta de interesse.

4. Dores persistentes: dores crônicas podem favorecer isolamento, prejudicar o sono e reduzir atividades prazerosas. A depressão, por sua vez, também pode aumentar o sofrimento associado à dor.

5. Mudanças na memória e concentração: dificuldade para acompanhar conversas, tomar decisões ou realizar tarefas cotidianas pode ocorrer. Quando essas alterações são significativas ou progressivas, é importante buscar avaliação profissional.

Idade não causa depressão

A depressão não deve ser considerada uma consequência natural do envelhecimento. Doenças, perdas, isolamento, redução da autonomia e mudanças na rotina podem aumentar a vulnerabilidade, mas cada caso precisa ser avaliado individualmente.

A família pode ajudar observando mudanças persistentes e oferecendo apoio, como acompanhar o idoso a uma consulta. O diagnóstico considera o histórico, condições físicas, medicamentos e contexto psicossocial.

O tratamento pode envolver psicoterapia, medicamentos ou a combinação das duas abordagens, conforme avaliação profissional.

Falas sobre morte ou autoagressão exigem atenção imediata. Nesses casos, o idoso não deve ficar sozinho e é necessário buscar atendimento de urgência.

📲 Compartilhe esta notícia. Siga @vozdabahia e @vozdabahiareserva para acompanhar as principais informações. 🌐 Acesse vozdabahia.com.br

google news
senac