Menos de 2 horas de musculação por semana podem estar associadas a maior longevidade

Estudo com quase 150 mil adultos encontrou associação entre 90 e 120 minutos semanais de treino de força e menor risco de morte

Foto: Reprodução/Freepik

A musculação pode trazer benefícios que vão além do ganho de massa muscular e da estética. Um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, com quase 150 mil adultos acompanhados por aproximadamente três décadas, encontrou uma associação entre a prática de 90 a 120 minutos semanais de exercícios de força e um menor risco de morte.

De acordo com os resultados, pessoas que realizavam entre uma hora e meia e duas horas semanais de musculação apresentaram 13% menos risco de morte por qualquer causa em comparação com aquelas que não praticavam esse tipo de atividade.

Na mesma faixa de duração, também foram observadas associações com redução de 19% no risco de morte por doenças cardiovasculares e de 27% por doenças neurológicas.

Os resultados indicam uma associação observada no estudo e não significam que a musculação, isoladamente, seja responsável por evitar mortes ou doenças.

Quanto tempo de musculação por semana?

Os 90 a 120 minutos semanais podem ser distribuídos de diferentes maneiras, de acordo com a rotina e os objetivos de cada pessoa. Para quem treina três vezes por semana, por exemplo, isso pode representar sessões de aproximadamente 30 a 40 minutos.

Quem está começando não precisa atingir esse volume imediatamente. A recomendação é iniciar de acordo com o nível de condicionamento e aumentar gradualmente.

“Não existe uma duração única que funcione da mesma maneira para todas as pessoas. O tempo de treino precisa considerar idade, nível de condicionamento, objetivos, rotina e condições individuais”, explica Guilherme Reis, profissional de educação física e diretor técnico da Rede Alpha Fitness.

Musculação também contribui para a autonomia

O treinamento de força está relacionado à capacidade de realizar tarefas do cotidiano, como subir escadas, carregar compras, levantar-se de uma cadeira e manter o equilíbrio.

Com o envelhecimento, preservar a massa muscular e a força ganha ainda mais importância, já que a perda dessas capacidades pode comprometer a autonomia.

Segundo Reis, o exercício de força deve ser encarado como parte de uma estratégia de cuidado com a saúde, e não apenas como uma ferramenta estética.

Para quem é sedentário, a orientação é começar com pouco e construir regularidade, aumentando progressivamente a carga e o volume. A musculação também pode ser combinada com exercícios aeróbicos.

Mais do que passar horas na academia, a regularidade é apontada como um fator importante para manter uma rotina de atividade física no longo prazo.

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