Baiano de 10 anos conquista 3º lugar em vestibular de Engenharia Mecânica em Fortaleza

Marcelo Gomes acumula mais de 150 medalhas em olimpíadas do conhecimento e sonha em ser astronauta.

O baiano Marcelo Gomes, de 10 anos, conquistou o terceiro lugar no vestibular de Engenharia Mecânica da Universidade de Fortaleza (Unifor), no Ceará. O resultado foi divulgado no início do mês de outubro e surpreendeu a família, que vive na capital cearense desde 2024.

Conhecido como Marcelinho, o garoto cursa o 7º ano do ensino fundamental e decidiu prestar o vestibular por iniciativa própria. Ele escolheu o curso do pai, o perito criminal Marcelo Gomes, formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).

“Não vou mentir, fiquei nervoso porque era meu primeiro dia fazendo o vestibular e também porque a universidade era gigante, tinha pessoas bem mais velhas que eu”, contou.

Baiano acumula mais de 150 medalhas

A trajetória de Marcelinho na área do conhecimento começou cedo. Aos seis anos, ele foi aceito na Intertel, sociedade internacional que reúne pessoas com alto desempenho em testes de inteligência. Na época, segundo a família, o menino já demonstrava facilidade com matemática e havia sido alfabetizado aos dois anos.

Em 2024, ele se mudou com os pais de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, para Fortaleza, após conquistar uma bolsa integral no Colégio Farias Brito. Na instituição, passou a integrar uma turma olímpica e recebeu acompanhamento especializado.

Desde então, participou de competições de matemática, robótica, física e química, acumulando mais de 150 medalhas. Também integra a Mensa, participa de um programa de busca por asteroides ligado à Nasa e desenvolve atividades científicas com instituições de ensino.

Neste ano, Marcelinho também foi aprovado na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), mas não pôde continuar no processo seletivo por causa da idade mínima exigida.

“Quero ser astronauta e sempre gostei de exatas. Escolhi engenharia por causa do meu pai”, afirmou.

Apesar da rotina de estudos e competições, o garoto mantém atividades próprias da infância, como jogar videogame, brincar com a cachorrinha, nadar e praticar jiu-jítsu. Ele também compartilha vídeos nas redes sociais e no YouTube para ensinar matemática e física a outras crianças e adolescentes.

“Eu ainda tenho uma infância, sou uma criança normal, mesmo gostando de estudar e passando no vestibular. Isso não anula minha infância”, declarou.

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