O adolescente Lucas de Souza Gomes Santos, de 16 anos, morreu afogado na Barragem de Ipitanga I, na região de Cajazeiras, em Salvador. O corpo foi encontrado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros na manhã de sábado (10), a quase 30 metros de profundidade.
Lucas havia desaparecido na tarde de sexta-feira (9), após entrar no reservatório para tomar banho com amigos. Segundo a família, ele estava a caminho de uma festa na escola quando decidiu desviar o percurso com os colegas e ir até a barragem. O desaparecimento ocorreu por volta das 15h, e os amigos saíram do local para pedir ajuda.
As buscas começaram no fim da tarde de sexta-feira e foram retomadas na manhã seguinte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o mergulho só pôde começar após o desligamento de bombas da estação da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), que ofereciam risco de sucção aos mergulhadores.
“Após a Embasa tomar as medidas e desligar as bombas, nos certificamos que foram desligadas e aí sim os mergulhadores puderam fazer os trabalhos de busca”, explicou o tenente Abraão, coordenador de operações da corporação.
Acesso à barragem é proibido para banho
A entrada na Barragem de Ipitanga I para banho e mergulho é proibida, e há placas no local alertando sobre a restrição.
Uma amiga da família relatou que Lucas e os colegas chegaram à área passando pelo mato, pulando um muro e acessando uma ponte. Ela demonstrou preocupação com a facilidade de entrada no reservatório, especialmente por adolescentes.
Construída em 1935, a barragem integra o sistema de abastecimento de água. A estrutura tem cerca de 190 metros de comprimento e altura máxima de 21 metros, segundo dados técnicos de estudos da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
A profundidade, os desníveis no fundo e as condições da água tornam o local perigoso. Equipamentos de drenagem e bombas de sucção também podem representar riscos, sobretudo nas proximidades das comportas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o 13º Batalhão atendeu, neste ano, 54 ocorrências com mortes em ambientes aquáticos.
Em nota, a Embasa lamentou a morte do adolescente, reforçou que o acesso à barragem é restrito e informou que planeja ações educativas na região para conscientizar a população sobre a importância de respeitar as regras de acesso.
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