Sabrina Lavinsky, irmã do bebê Noah, desabafou nas redes sociais após receber críticas relacionadas às publicações que fez sobre o suspeito de sequestrar a criança. Ela negou ter atacado o candomblé e afirmou que sua intenção era pedir a investigação de possíveis outros casos envolvendo crianças.
No vídeo, Sabrina questionou a associação de suas manifestações à intolerância religiosa e pediu que as críticas fossem direcionadas ao responsável pelo crime, sem atingir comunidades religiosas.
“Eu já falei, gente, ataquem a pessoa que fez, mas não ataquem a religião de ninguém”, declarou.
A repercussão ocorre após um incêndio atingir uma residência em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Segundo uma fonte ouvida pelo bahia.ba, sob condição de anonimato, o imóvel pertenceria ao suspeito e seria utilizado para atividades religiosas ligadas à quimbanda luciferiana.
A Polícia Civil informou que a 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista expediu guias periciais e investiga as circunstâncias do incêndio registrado na noite de quinta-feira (15), no Centro da cidade. A unidade realiza diligências e ouve pessoas para esclarecer o caso.
Praticantes relatam medo após repercussão
Uma fonte ouvida pela reportagem relatou preocupação entre praticantes de religiões de matriz africana no sul e sudoeste da Bahia. Segundo ela, a circulação de informações falsas nas redes sociais pode intensificar episódios de racismo religioso.
No desabafo, Sabrina também pediu que a discussão se concentre no caso de Noah e na responsabilização dos envolvidos, sem generalizações contra religiões.
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