Ricardo Neri Melo Junior, um dos suspeitos pela morte de Brenda, filha de policiais militares assassinada durante uma tentativa de assalto em Salvador, tornou-se réu no processo criminal. A Justiça da Bahia recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e autorizou uma perícia no celular apreendido com o investigado.
O procedimento busca recuperar possíveis dados apagados ou alterados no aparelho, incluindo mensagens, registros de aplicativos, histórico de localização e arquivos que possam contribuir para o avanço das investigações.
O crime ocorreu na madrugada de 6 de setembro de 2026, na Avenida Jorge Amado, em Salvador. Segundo as informações reunidas no processo, o acusado teria abordado Brenda para roubar o celular e efetuado o disparo que matou a jovem.
Com a decisão da 9ª Vara Criminal da Comarca de Salvador, Ricardo foi citado para apresentar defesa por escrito no prazo de dez dias úteis.
Justiça autoriza perícia em celular apreendido
Segundo documento obtido pelo portal Aratu On, a Justiça autorizou o Instituto de Criminalística Afrânio Peixoto a realizar a perícia e a extração forense dos dados do telefone.
A medida foi concedida após as autoridades apontarem a necessidade de aprofundar a análise do dispositivo. Conforme a decisão, Ricardo teria confessado que formatou o próprio celular depois do crime.
O Judiciário considerou que a possível tentativa de eliminar vestígios digitais não deve impedir o avanço da investigação. A decisão também destacou que o sigilo telefônico deve ser analisado diante da necessidade de apuração criminal, respeitados os limites legais.
Suspeito permanece preso preventivamente
Ricardo continua preso. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela 2ª Vara das Garantias de Salvador.
Ao justificar a manutenção da prisão, o Judiciário apontou a gravidade do crime investigado e o risco de reiteração criminosa. Segundo o documento, o suspeito teria saído de casa armado com um revólver de numeração raspada e conduzido uma motocicleta com placa adulterada para cometer assaltos em diferentes bairros da capital baiana.
A decisão também menciona uma possível tentativa de ocultar provas. Conforme as informações do processo, Ricardo teria jogado a arma utilizada em um córrego após o crime.
Suspeito teria retornado ao local do assassinato
De acordo com apuração do Aratu On, Ricardo teria voltado à Avenida Jorge Amado pouco depois do crime, desta vez de carro e acompanhado da namorada, para verificar se Brenda havia morrido.
A versão teria sido apresentada pelo próprio suspeito durante depoimento aos investigadores. Ele afirmou que convidou a namorada para ir a uma lanchonete de fast food, mas que o objetivo real era passar pelo local onde havia atirado contra a jovem.
Ao passar pelo trecho, ele teria visto o corpo de Brenda coberto por um lençol e pessoas reunidas ao redor.
Segundo suspeito morreu em confronto com policiais
Na sexta-feira (16), Cauã Silva de Carvalho Santos, de 22 anos, apontado como outro suspeito de envolvimento na morte de Brenda, morreu durante uma troca de tiros com policiais militares em Salvador.
Até então, a polícia não havia informado qual teria sido a participação de Cauã no crime. O Aratu On apurou, porém, que imagens de câmeras de videomonitoramento registraram o jovem na companhia de Ricardo momentos antes do assassinato.
Cauã havia sido preso em 2023 por furtar um mototaxista. Segundo informações obtidas pela reportagem, ele também estaria em uma motocicleta com a placa amassada, o que dificultava a identificação da numeração.
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