A família de Tancredo Neves poderá consultar documentos médicos que estavam sob sigilo sobre a internação do ex-presidente no Hospital de Base, em Brasília. A autorização foi aprovada por unanimidade pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
A decisão abre caminho para que parentes tenham acesso aos prontuários, registros hospitalares e à relação dos médicos envolvidos no atendimento. A expectativa é esclarecer dúvidas antigas sobre as circunstâncias que envolveram o tratamento e a morte do político, incluindo questionamentos sobre a possibilidade de erro médico.
Tancredo foi internado na véspera da posse presidencial, em março de 1985, com um quadro de diverticulite, inflamação que atinge uma região do intestino grosso. Apesar de ter sido eleito presidente após o período de regime militar, não chegou a assumir o cargo. Ele morreu em 21 de abril daquele ano, cerca de um mês depois da internação.
Com a determinação judicial, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) deverão disponibilizar os documentos solicitados, permitindo que a família tenha acesso a informações até então protegidas por sigilo.



