A cesta básica de Salvador registrou alta de 1,63% em outubro de 2026 e passou a custar R$ 618,42. O aumento foi de R$ 9,92 em comparação com setembro. Os dados foram divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI-BA).
Entre os 25 produtos pesquisados, 13 apresentaram aumento de preço. As maiores altas foram registradas pelo tomate (25,76%), macarrão (25,11%) e cebola (20,95%).
Na outra ponta, os produtos que tiveram as maiores reduções foram o flocão de milho (-23,08%), a batata inglesa (-14,85%) e a banana-prata (-11,25%).
Clima influencia aumento dos alimentos
Segundo o economista da SEI, Denilson Lima, as condições climáticas e as oscilações na oferta e na demanda contribuíram para a elevação dos preços.
No caso do tomate, as chuvas e as temperaturas mais baixas reduziram a oferta e atrasaram o amadurecimento dos frutos.
O levantamento também identificou aumento de 7% no grupo de alimentos consumidos no almoço, que inclui arroz, feijão, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola. Já os produtos associados ao café da manhã tiveram redução de 0,49%.
Com o novo valor, o trabalhador de Salvador precisou trabalhar 90 horas e 44 minutos para comprar a cesta básica. O custo comprometeu 41,24% do salário mínimo líquido considerado na pesquisa, de R$ 1.499,43.
A pesquisa foi realizada com base em 3.366 cotações em 87 estabelecimentos comerciais da capital baiana.
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