Abicom: defasagem entre os preços da gasolina e do diesel completa 10 dias

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Segundo a Associação, o motivo é a falta de reajustes da Petrobras nas refinarias

Por falta de reajustes da Petrobras nas refinarias, nesta quarta-feira (19), a defasagem entre os preços internos da gasolina e do diesel sobre o mercado global completa dez dias, de acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

A diferença entre o preço internacional vem sendo amenizada pelo recuo no preço do petróleo e nos leilões do Banco Central, que ajudam a reduzir a valorização global do dólar.

De acordo com a Associação, com 47 dias sem reajuste, o preço da gasolina tem uma defasagem média de 5% nesta quarta-feira (19), com as maiores diferenças de preços identificadas nos portos de Aratu, na Bahia, e Araucária, no Paraná, portos nos quais a diferença chega a 11%. Para voltar à paridade, o reajuste médio no País deveria ser de R$ 0,18 por litro.

Enquanto isso, o diesel permanece com uma defasagem maior, de 12% em média, após uma chegado a média de 16% no último dia 14. Com uma déficit de cerca de 25% para abastecer o mercado interno, contra 3% da gasolina.

Ainda segundo a Abicom, para que volte a uma paridade, o avanço médio do diesel deve ser de R$ 0,70 por litro nas refinarias, informa a associação, que não vê condições da importação concorrer com os preços praticados pela Petrobras.

O mercado baiano tem mostrado exceção, pois o diesel tem defasagem de apenas 1%, o preço do diesel está abaixo do negociado no Golfo do México em todos os portos que servem de referência para os importadores. Em Itacoatiara a defasagem é de 14%, e em Itaqui, Suape, Paulínia e Araucária a defasagem.de 15%. O aumento de preço nessas localidades deveria ser de R$ 0,89 por litro para voltar à paridade com os preços internacionais, avalia a Abicom. (bahia.ba)

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