Anvisa determina apreensão de lotes falsificados do Mounjaro e faz alerta aos consumidores

Medicamento utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade apresentou irregularidades identificadas pela fabricante; uso dos produtos deve ser interrompido

Aplicação de Mounjaro / Crédito: Shutterstock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (10), a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e, em alguns casos, da obesidade. A decisão foi tomada após a fabricante Eli Lilly comunicar a identificação de unidades adulteradas circulando no mercado brasileiro.

De acordo com a agência reguladora, os produtos apresentam diferenças em relação ao medicamento original e, por isso, não devem ser comercializados, distribuídos nem utilizados pelos pacientes.

Quais lotes foram identificados?

A Anvisa informou que a medida envolve os seguintes lotes:

  • Mounjaro 10 mg: lote 855044;
  • Mounjaro 15 mg: lotes D880403, MJR 257 e D854901.

Segundo a fabricante, os lotes 855044 e MJR 257 sequer fazem parte do sistema oficial de produção da empresa. Já o lote D854901 possui numeração de série incompatível com os registros da fabricante.

No caso do lote D880403, foram constatadas alterações no dispositivo de aplicação e um erro de grafia na embalagem, onde a palavra “solution” aparece escrita incorretamente como “soluction”, um dos indícios utilizados para identificar a falsificação.

Orientação aos pacientes

A Anvisa recomenda que pacientes e profissionais de saúde verifiquem cuidadosamente a embalagem e o lote do medicamento antes da utilização. Caso seja identificado algum dos lotes irregulares, a orientação é não utilizar o produto e comunicar imediatamente a Vigilância Sanitária ou o estabelecimento onde a compra foi realizada.

A agência reforça ainda que medicamentos devem ser adquiridos apenas em farmácias e estabelecimentos autorizados, reduzindo o risco de aquisição de produtos falsificados que podem colocar a saúde dos pacientes em risco.

A fiscalização continuará sendo realizada em todo o país para retirar os lotes irregulares de circulação.

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