A Bahia apresentou melhora no nível de atividade física entre adolescentes de 13 a 17 anos nos últimos anos. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (25) mostram que a proporção de estudantes considerados ativos passou de 25,4% em 2019 para 28,1% em 2024.
Na prática, isso significa que cerca de três em cada dez jovens no estado realizam pelo menos 300 minutos semanais de exercícios.
Com o avanço, a Bahia subiu posições no ranking nacional, saindo de colocações mais baixas para ocupar agora o 13º lugar. Já em Salvador, o índice também cresceu, alcançando 30,4% dos estudantes ativos, o que colocou a capital na 14ª posição entre as capitais brasileiras.
Apesar da evolução, os números ainda revelam diferenças importantes entre os grupos. Entre os adolescentes baianos, os meninos seguem mais ativos (36%) do que as meninas, que registraram apenas 20,8%. A desigualdade também aparece no tipo de escola: estudantes da rede privada apresentam níveis mais altos de atividade física em comparação com os da rede pública.
Esses dados indicam que, embora haja progresso, o acesso à prática esportiva e os estímulos para um estilo de vida mais ativo ainda não são distribuídos de forma igual entre todos os jovens.
Redução do sedentarismo
Outro ponto positivo é a diminuição do comportamento sedentário. O percentual de adolescentes que passam mais de três horas por dia em frente a telas caiu de 48,2% para 40,7% no estado.
Na capital baiana, a queda foi ainda mais significativa: o índice saiu de 58,4% para 49,8% no mesmo período. No entanto, um dado chama atenção: mesmo sendo mais ativos, os alunos da rede privada também lideram no tempo de exposição às telas. Na Bahia, 56% desses estudantes passam longos períodos conectados, contra 38,1% dos alunos da rede pública.


