Bahia é o segundo estado com maior número de crianças registradas só com o nome da mãe

Nos últimos cinco anos, foram mais de 12 mil registros realizados sem o nome do pai.

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Em milhares de lares baianos, a maternidade começa sozinha. A Bahia é o segundo estado brasileiro com o maior número de crianças sem o nome do pai na identidade. O estado teve, nos últimos cinco anos, 69.814 bebês registrados apenas com o nome da mãe. O número só é superado por São Paulo, que tem 146 mil casos.

Em um recorte menor, a capital baiana, por exemplo, sofreu um aumento no número de crianças sem pais. O município registrou 1.926 crianças sem o nome do pai em 2020, 1.917 em 2021, 2.073 em 2022, 2.579 em 2023 e 3.304 no ano passado. Até maio deste ano, já são mais de 700 recém-nascidos registrados apenas com o nome da mãe. Os dados são dos Cartórios de Registro Civil de Salvador evidenciam.

Na soma, desde 2020, esse número chega a mais de 12 mil. Com um número expressivo de recém-nascidos sem a paternidade registrada em 2024, o município apresentou uma alta de aproximadamente 32% em relação a 2023, quando foram registrados 2.579 casos.

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