Bahia registra 79 denúncias de assédio eleitoral durante eleições de 2026

MPT abriu 61 procedimentos e ajuizou seis ações; casos envolvem suspeitas de pressão sobre trabalhadores e servidores públicos.

Foto: Divulgação/MPT

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 79 denúncias de assédio eleitoral na Bahia durante as eleições de 2026. De acordo com o órgão, as ocorrências se concentraram principalmente nos últimos dias de votação. Até o momento, foram abertos 61 procedimentos, todos ainda em andamento, e ajuizadas seis ações judiciais, com liminares concedidas em todas elas.

O MPT também expediu 45 recomendações e firmou cinco Termos de Ajuste de Conduta (TACs). O assédio eleitoral inclui ameaças de demissão, recusa de contratação e outras formas de retaliação relacionadas à escolha política do trabalhador.

Entre os casos registrados no estado estão denúncias envolvendo supermercados de Salvador e da Região Metropolitana, além de gestores públicos suspeitos de pressionar trabalhadores. Em uma das ações, a Justiça determinou que um supermercado garantisse o direito de voto dos funcionários escalados para trabalhar no segundo turno. O descumprimento das obrigações pode gerar multa diária de R$ 50 mil por obrigação e por estabelecimento.

Duas prefeituras baianas também foram alvo de denúncias que envolvem suspeitas de coação política contra servidores, terceirizados e estagiários. Os casos citam uma prefeita, o presidente de uma Câmara de Vereadores e um vereador.

Cenário nacional

No Brasil, o MPT contabilizou 530 denúncias em pouco mais de dois dias após o encerramento da votação, entre a noite de domingo (25) e a tarde de terça-feira (27). O número corresponde a 21,4% das 2.467 denúncias recebidas ao longo de 2026, segundo o levantamento do órgão.

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