Bahia vai bancar parte do subsídio do diesel para conter alta nos preços

Medida anunciada por Jerônimo Rodrigues segue estratégia do governo federal para reduzir impacto do combustível no bolso da população

Foto: Getty Images

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, anunciou nesta segunda-feira (30) que o estado vai participar de um plano nacional para tentar frear o aumento do diesel no país. A iniciativa é coordenada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e surge em meio à pressão internacional sobre os preços dos combustíveis.

Pelo modelo proposto, será concedido um subsídio de até R$ 1,20 por litro de diesel importado. Esse valor será dividido entre o governo federal e os estados que aderirem à medida. Na prática, cada lado ficará responsável por R$ 0,60 por litro.

Segundo o governador, a adesão da Bahia tem como objetivo minimizar os efeitos do aumento do combustível na economia, já que o diesel influencia diretamente setores como transporte de cargas, produção de alimentos e serviços.

A decisão foi alinhada com o Palácio do Planalto e faz parte de um esforço conjunto para evitar que a alta internacional do petróleo seja repassada integralmente ao consumidor brasileiro.

A alternativa adotada pelo governo federal veio após entraves legais que impediram a redução do ICMS sobre o diesel importado. Diante disso, foi estruturado um modelo de compensação financeira com participação dos estados.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, já havia antecipado a estratégia na última semana. De acordo com ele, o governo federal também zerou tributos como PIS e Cofins e está utilizando recursos para compensar refinarias, reduzindo o impacto imediato da alta.

Ainda conforme o ministro, cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado, o que aumenta a exposição do país às oscilações do mercado internacional.

Além de aderir ao subsídio, o governo da Bahia informou que vai intensificar a fiscalização sobre a distribuição e venda de combustíveis, para evitar práticas abusivas e garantir que a redução chegue ao consumidor final.

A medida tem caráter temporário e deve valer até o dia 31 de maio. A estimativa do Ministério da Fazenda é de que o impacto fiscal total possa chegar a R$ 3 bilhões, com custo mensal em torno de R$ 1,5 bilhão.

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