O Botafogo vive um momento de alerta financeiro e esportivo após sofrer mais um transfer ban imposto pela Fifa. O clube carioca precisa quitar uma dívida de 25 milhões de dólares — aproximadamente R$ 125 milhões — com o Atlanta United referente à contratação do meia argentino Thiago Almada.
Segundo informações divulgadas pelo portal ge, o Botafogo terá prazo de 90 dias para efetuar o pagamento. Caso contrário, poderá sofrer punições ainda mais severas, incluindo a perda de seis pontos no Campeonato Brasileiro.
A situação preocupa dirigentes e torcedores, principalmente porque o Código Disciplinar da Fifa prevê penalidades adicionais em casos de descumprimento persistente, infrações repetidas ou violações consideradas graves.
Entre as sanções previstas estão novas proibições para registrar jogadores, dedução de pontos e até rebaixamento para divisões inferiores em situações extremas.
O problema financeiro acontece em meio ao modelo de gestão liderado pelo empresário norte-americano John Textor, responsável pela SAF do Botafogo. Apesar das recentes conquistas esportivas e investimentos no elenco, a situação financeira envolvendo contratações internacionais vem gerando preocupação nos bastidores do clube.
Não é a primeira vez que o Botafogo sofre punição relacionada à negociação de Thiago Almada. Em 30 de dezembro do ano passado, a Fifa já havia aplicado um transfer ban pela mesma dívida com o Atlanta United.
Na ocasião, o clube efetuou o pagamento de 10 milhões de dólares referentes à primeira parcela do acordo, mas atrasou o restante do compromisso financeiro.
Além desse caso, o Botafogo também recebeu outra punição em 20 de abril por débitos relacionados à contratação do atacante Rwan Cruz junto ao Ludogorets. A dívida envolve cerca de 8 milhões de euros, equivalente a aproximadamente R$ 48,3 milhões.
Poucas semanas depois, em 7 de maio, o clube carioca voltou a sofrer nova sanção da Fifa por pendências financeiras envolvendo a contratação do jogador Santi Rodríguez junto ao New York City FC.
A sequência de transfer bans aumenta a pressão sobre a diretoria alvinegra para regularizar as pendências financeiras e evitar impactos esportivos mais graves durante a temporada.





