Bradesco, Itaú e Santander aumentam juros do financiamento imobiliário; veja o que muda

Reajustes podem encarecer parcelas e reduzir o poder de compra de quem pretende adquirir um imóvel; Caixa ainda não anunciou mudanças.

Foto: Divulgação

Quem pretende financiar a compra de um imóvel deve ficar atento às novas taxas praticadas por bancos privados. Bradesco, Itaú e Santander anunciaram aumentos nos juros do financiamento imobiliário nos últimos dias. A Caixa Econômica Federal, principal instituição do setor, ainda não informou se também fará reajustes.

As três instituições privadas responderam por aproximadamente 55% do valor financiado para aquisição de imóveis entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Veja como ficaram as taxas nos bancos

  • Bradesco: a taxa principal passou de 11,99% para 15% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). Para clientes Private, o percentual subiu de 11,70% para 13,60%. Os novos valores entraram em vigor na segunda-feira (26).
  • Itaú: a taxa mínima passou para 12,95% ao ano, a partir de quinta-feira (29). As condições variam conforme o perfil do cliente, podendo chegar a 14,85% + TR para não correntistas.
  • Santander: as taxas mínimas subiram de 11,69% para 12,49% ao ano + TR. Os novos valores começaram a valer nesta sexta-feira (30).

A Caixa não informou se pretende reajustar os juros. Procurado, o banco afirmou que está em período de silêncio antes da divulgação de seu balanço financeiro.

Por que os juros estão aumentando?

As instituições atribuíram os reajustes à alta dos juros futuros, que representam as expectativas do mercado para as taxas de juros nos próximos meses e anos.

Mesmo com a Selic em trajetória de queda, o custo de captação dos bancos pode aumentar diante das mudanças nas expectativas econômicas.

A advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário, avalia que os reajustes podem elevar o valor das parcelas e reduzir o montante que as famílias conseguem financiar.

O que observar antes de financiar?

A recomendação da especialista é comparar as propostas de diferentes instituições e não considerar apenas a taxa de juros anunciada.

Um dos principais pontos é o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, seguros obrigatórios, tarifas e outros encargos da operação.

Também é importante verificar o índice de correção do contrato e o sistema de amortização escolhido, como SAC ou Price, pois essas condições influenciam o valor das parcelas e o custo final do imóvel.

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