Cade prorroga investigação sobre exclusividade de cervejaria no Carnaval de Salvador

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-Foto : Valter Pontes/Prefeitura de Salvador
Foto : Valter Pontes/Prefeitura de Salvador

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) prorrogou a investigação sobre as zonas de exclusividade do Carnaval de Salvador, que incluem cervejarias como a Skol. A decisão foi do último dia 8 e a prorrogação é por mais 60 dias. O adiamento atinge ainda as apurações sobre supostas práticas anticompetitivas que teriam ocorrido em cidades com festas de rua como Olinda (PE), Ouro Preto (MG), Paraty (RJ),  Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. 

O inquérito administrativo – com conclusão inicial de 180 dias – foi aberto em janeiro, com base em um parecer da Secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência (Seprac), do Ministério da Economia. O documento apontava que a cervejaria aumentou o preço da bebida na capital baiana durante a Folia de Momo por ser a única empresa autorizada a fazer a comercialização dentro da área de exclusividade. À época, a prefeitura rebateu as acusações e defendeu que o processo de escolha de financiamentos é “transparente” e acontece “dentro das normas legais vigentes no país”. 

Prorrogação

Na nota técnica que justifica a prorrogação, a Superintendência-Geral do Cade afirma que “a devida compreensão e o endereçamento que será dado às denúncias que atingem cada um dos municípios citados demanda uma análise mais cuidadosa e aprofundada, considerando aspectos específicos de cada uma das localidades afetadas”. 

“Ademais, tendo em vista a dinâmica específica do setor, que compreende a interação entre diversos agentes públicos e privados (patrocinadores, fabricantes de bebidas, distribuidores de bebidas, comerciantes, prefeituras, consumidor final etc), a multiplicidade de municípios denunciadas, o volume de informações a ser analisada e as alegações apresentadas, faz-se necessário tempo adicional para que os elementos trazidos aos autos possam ser analisados com a profundidade necessária e esperada por esta Superintendência-Geral”, diz a nota. (Metro1)

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