Beber café com cafeína regularmente, em quantidade moderada, foi associado a um menor risco de desenvolver demência ao longo da vida, segundo um estudo publicado no Journal of the American Medical Association.
A pesquisa analisou dados de 131.821 pessoas acompanhadas por até 43 anos nos Estados Unidos, em um dos maiores estudos já realizados sobre o tema.
O que o estudo revelou
Ao longo do período, 11.033 participantes desenvolveram demência.
📉 Comparação entre consumo:
• Baixo consumo: 330 casos por 100 mil pessoas/ano
• Alto consumo: 141 casos por 100 mil pessoas/ano
Mesmo após considerar fatores como idade, dieta, atividade física e doenças, os maiores consumidores apresentaram 18% menor risco.
Qual a quantidade ideal?
Um dos principais achados foi o chamado “ponto ideal” de consumo:
✔️ 2 a 3 xícaras por dia
✔️ Cerca de 300 mg de cafeína
Acima disso, não houve benefício adicional claro.
Como a cafeína pode agir?
A cafeína atua no cérebro bloqueando receptores ligados ao cansaço e pode influenciar processos inflamatórios e metabólicos relacionados à neurodegeneração.
Além disso, o café contém:
🌿 Antioxidantes
🌿 Polifenóis
🌿 Compostos bioativos
Importante: associação não é causa
Apesar dos resultados, o estudo é observacional — ou seja, mostra uma relação estatística, mas não comprova que o café previne demência.
Especialistas destacam que outros fatores também influenciam o risco, como:
🏃♂️ Atividade física
🩺 Controle da pressão e diabetes
🧩 Estímulo cognitivo
😴 Qualidade do sono
Impacto real
Os efeitos individuais são considerados modestos, mas podem ser relevantes em escala populacional, especialmente com o envelhecimento da população.
O estudo reforça que o consumo moderado de café pode fazer parte de um estilo de vida saudável, mas não substitui outros cuidados essenciais com a saúde do cérebro.





