Casal de baianos fica retido no Catar após fechamento do espaço aéreo durante conflito no Oriente Médio

Viagem de férias terminou com impossibilidade de retorno ao Brasil após escalada militar na região

Um casal de baianos vive momentos de incerteza no Oriente Médio após ficar impedido de retornar ao Brasil por causa do fechamento do espaço aéreo na região. Luís Martinho e Rosana Lopes estão retidos em Doha desde o início do conflito que envolve Irã, Israel e Estados Unidos.

A viagem começou como um roteiro de férias de cerca de 20 dias pela Índia. O casal decidiu passar o período de Carnaval longe de Salvador e conhecer destinos turísticos importantes do país asiático, como o Taj Mahal, além de visitar cidades históricas e participar de rituais culturais às margens do Rio Ganges.

Após quase três semanas de viagem, Luís e Rosana deixaram Nova Délhi no dia 27 de fevereiro com destino a Doha, onde passariam os últimos dias da viagem antes de embarcar de volta ao Brasil. O plano incluía visitar pontos turísticos da cidade, entre eles estruturas utilizadas na Copa do Mundo FIFA de 2022.

No dia seguinte à chegada, enquanto visitavam a região cultural de Katara Cultural Village, o casal ouviu um forte estrondo. Inicialmente, eles não entenderam o que havia acontecido.

Pouco depois, funcionários de uma loja informaram que a cidade estava em alerta após ataques retaliatórios ligados ao conflito iniciado após uma ofensiva militar contra o Irã. Segundo relatos do casal, a partir daquele momento o clima mudou completamente, com sirenes de alerta, interceptações de mísseis visíveis no céu e pessoas correndo em busca de abrigo.

Ao retornarem para o hotel, Luís e Rosana receberam a confirmação de que o espaço aéreo da região havia sido fechado por segurança. Desde então, voos comerciais foram suspensos, e apenas aeronaves militares passaram a circular.

Mais de uma semana após o início da crise, o casal continua no Catar sem previsão de retorno ao Brasil. A companhia aérea responsável pela viagem informou que está prestando assistência com hospedagem e alimentação até que os voos sejam retomados.

Enquanto aguardam a reabertura das rotas aéreas, os dois seguem acompanhando as notícias e tentando manter a calma diante da situação inesperada.

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