Como Rogério Ceni ajudou a mudar a cara do Bahia e o que esperar o clube

Sob comando de Rogério Ceni, Tricolor evolui após SAF com o Grupo City e já colhe frutos dentro e fora de campo

Imagem: Redes Sociais

Em 2022, o Bahia vinha se reestruturando – a equipe tinha acabado de encaminhar uma SAF com o grupo City, mas ainda estava na série B do brasileirão e viu uma temporada onde mesmo o acesso para a série A foi turbulento, com trocas de técnicos ao longo de todo o ano.

Isso mostra como mesmo na segunda divisão o futebol brasileiro pode ser imprevisível, e por isso a Sportytrader oferece previsões gratuitas elaboradas por especialistas. Em meio a esse cenário, o Bahia precisava de alguém que desse um novo norte ao time para a disputa da série A em 2023, já que o acesso havia sido alcançado com algum esforço.

Em primeiro lugar, o treinador era o português Renato Paiva, que até conseguiu o título baiano, mas teve participações bem ruins na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil, além de deixar o time cada vez mais próximo da incômoda situação de estar próximo do rebaixamento. Assim, Paiva não aguentou a pressão e agora o time de Salvador precisava ainda mais de um treinador que mudasse a cara da equipe.

O escolhido para a missão foi Rogério Ceni – ele que já havia feito um trabalho semelhante no Fortaleza, onde trouxe o time para a série A e conseguiu fazer boas campanhas no comando do Leão. Além disso, ele tinha também a bagagem de treinar equipes como Cruzeiro, São Paulo e Flamengo. 

O objetivo de garantir a permanência na série A foi concluído, mas não sem tanta emoção, já que o time terminou apenas na 16ª posição (a primeira à frente do rebaixamento). Após isso, a tarefa era construir um time competitivo.

O projeto era ambicioso e visava colocar a equipe de Salvador em condições de brigar com as grandes equipes do país, aumentando muito o investimento que o clube tinha em relação a temporadas anteriores – porém, era um planejamento a ser realizado visando o longo prazo.

Na temporada seguinte, já houve uma melhora. Apesar de não ter títulos no estadual nem na Copa do Nordeste, o treinador foi mantido – a campanha no primeiro turno do brasileirão foi muito boa, deixando o time próximo dos líderes, mas houve uma queda de rendimento na segunda metade da temporada. Ainda assim, foi o suficiente para colocar o time na Libertadores, com a oitava posição.

Em 2025 a equipe aumentou o nível e, com um time mais consolidado e alguns reforços, o time começou a ser mais dominante em seu cenário local – com os títulos baiano e da Copa do Nordeste. 

Apesar disso, o time teve muita concorrência na Libertadores – numa chave com Internacional, Nacional do Uruguai e Atlético Nacional, da Colômbia, o Tricolor acabou em terceiro lugar e foi para a repescagem da Sul-Americana, onde foi eliminado pelo América de Cali. Na Copa do Brasil, o time alcançou as quartas de final – e até venceu o Fluminense na primeira partida, por 1×0, mas foi eliminado ao perder a partida de volta por 2×0.

Assim, resta ainda o brasileirão, onde a equipe se mantém firme na luta pelas primeiras posições, mas com a certeza de que é uma equipe muito difícil de ser batida, e também que até agora o objetivo de se colocar em posição de brigar com os grandes times do país foi alcançado, com uma equipe que reflete em campo a filosofia que Ceni impõe.

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