A candidata a deputada federal pela Bahia, Conceição Gonzalez (PDT), rebateu as declarações do pastor Reinaldo Barreto durante entrevista ao Voz da Bahia. Ao comentar a relação entre posicionamento político e fé cristã, Conceição defendeu que o cristianismo deve ser baseado em amor, perdão e compaixão “Jesus sempre pregou o amor, o perdão, a compaixão”, afirmou Conceição ao citar a trajetória de Jesus na Bíblia.
A candidata também questionou a associação entre cristianismo e intolerância política. Segundo ela, quem se identifica como cristão deve seguir o princípio de amar o próximo “Eu não posso entender que um grupo que se diz cristão, ele é intolerante, ele é desrespeitoso, ele não entende o que é amorosidade”, declarou.
Conceição questiona julgamento por posicionamento político
Durante a entrevista, Conceição afirmou que a Bíblia orienta os cristãos a não julgarem outras pessoas e questionou declarações que associam determinadas siglas partidárias à condição religiosa de seus integrantes “Então, como é que é cristão e julga? E lá na Bíblia tem dizendo: ‘Não julgueis’”, disse.
A candidata também citou políticas sociais como SUS, Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, ProUni e Bolsa Atleta para defender que questões sociais devem ser consideradas na discussão sobre valores cristãos.
Ao falar sobre educação em tempo integral, Conceição argumentou que o modelo pode auxiliar famílias trabalhadoras e garantir alimentação e proteção para crianças durante o período em que os pais estão trabalhando “Como é que você vem falar de cristianismo falando de sigla partidária ou de lado A, lado B, se você não está sensível à pauta social?”, questionou.
Candidata comenta aborto e canabidiol
Conceição afirmou que, pessoalmente, não é favorável ao aborto, mas defendeu que o debate considere situações específicas, como casos envolvendo meninas vítimas de violência sexual “Eu, pessoalmente, eu não sou a favor do aborto”, declarou.
Sobre a discussão relacionada à maconha, a candidata diferenciou a discussão sobre a substância do uso medicinal do canabidiol e afirmou que o tema precisa ser analisado a partir do conteúdo das propostas “Não está falando lá ‘libera a maconha’ não”, afirmou.
Conceição também reconheceu que não domina todos os detalhes técnicos relacionados ao tema e defendeu que informações sejam verificadas diretamente nas fontes antes de serem tratadas como verdade “Não vamos pegar fake news e transformar em verdades universais”, concluiu.
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