De S. A. de Jesus para EUA: Babá da família Kardashian conta detalhes da sua trajetória de vida

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Foto: Reprodução

Após a grande repercussão da matéria da revista Veja, no qual revelou a profissão e o suposto salário milionário da babá de Santo Antônio de Jesus, Maria Helena Heames, em entrevista a Andaiá FM, nesta segunda-feira (10), ela revelou sua trajetória profissional do interior da Bahia para Los Angeles nos EUA. Helena também comentou sobre a divulgação do exorbitante salário de R$ 1 milhão de reais.

OS FAMOSOS:

Na entrevista a revista Veja (saiba mais aqui) foi especulado que Helena teria direito a jantares com famosos, no caso específico com a atriz norte-americana Megan Fox. A santoantoniense explica que nunca houve esse contato, contudo, cruzar com famosos em Los Angeles é inevitável, “quando você mora e trabalha em Los Angeles você vai conhecer celebridades mesmo que você esteja de passagem no aeroporto, consequentemente você pode encontrar com alguém e quando você trabalha cuidando de crianças a maioria das aulas são as mesmas então querendo ou não você vai acabar conhecendo famosos, e eu conheci várias pessoas, mas não quer dizer que eu jantei com alguma delas”, explicou.

SALÁRIO DE R$ 1 MILHÃO DE REAIS?

A respeito da especulação de um salário anual equivalente a R$ 1 milhão de reais (saiba aqui), a babá esclarece que é possível chegar a esse montante, “não vai ser do dia para noite que uma profissional irá receber isso e não quer dizer que esse é meu salário e foi exatamente o que eu expliquei, por que a pergunta foi qual a média de salário. Na verdade a entrevista inteira foi somente a respeito da babá de luxo, não tinha nada haver com quem eu trabalhei, para a revista Veja, as respostas foram todas genéricas. E quando me perguntaram sobre salário, eu expliquei que o salário inicial é $15 dólares, porém, se você trabalha muitas horas você vai ganhar hora extra, então em média uma boa babá com muitos anos de experiências a depender da quantidade de crianças e das tarefas, podem ganhar $40.000, $50.000, $100.000, $200.000 dólares. Você vai ter um médico que começou a trabalhar ontem que vai ganhar o salário muito inferior, alguém que está super especializado e está na profissão há muitos anos então tem essa margem imensa, mas isso não quer dizer que o meu salário seja o salário de R$ 1 milhão de reais, eu dei o exemplo de até uma pessoa pode ir”, esclareceu.

RELAÇÃO COM SAJ E O EMPREGO:

A respeito da sua relação com a cidade de Santo Antônio de Jesus e sua atual profissão, Maria Helena explica que a oportunidade apareceu por acaso, “os meus pais morreram e o dinheiro que sobrou para mim foi o suficiente para me virar durante alguns meses, depois acabou tudo. Por coincidência, eu estava conversando com uma amiga no MSN que trabalhava como bibliotecária em uma escola que eu estudei aí, ela comentou que o filho dela estava nos Estados Unidos fazendo programa Au Pair (intercâmbio), isso foi em 2007. Então eu perguntei a ela, o que era esse programa, porém tinha que falar em inglês e várias coisas que precisavam ser feitas e eu não me encaixava. Depois de alguns meses, às pessoas da agência do Au Pair ficou com pena de mim, pena mesmo. Então, eles me deram oportunidade mesmo eu sem saber o inglês. Vim com a cabeça de ficar aqui um ano, porque realmente eu vim sem falar inglês, tirava na época R$ 100 reais que na época o dólar estava de R$ 2 e os R$ 100 foi todo dinheiro que me sobrou depois que meus pais morreram, com esse dinheiro eu troquei por dólares e cheguei aqui. Essa história é bem verdadeira, eu cresci em Santo Antônio, eu estudei no Colégio Santo Antônio, depois na Coopeducar, fiquei aí até os meus 18 anos quando eu fui fazer enfermagem na UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana)”, relatou.

ENTREVISTA:

Helena ressalta também que durante a entrevista via Skype para o programa internacional, a mesma fez muita mímica por não saber falar inglês, mesmo assim foi aceita pela família no qual tem laços de amizades há 12 anos, “eu não conseguia falar inglês, apenas conseguia entender escrito algumas coisas mas não fluente, se alguém falasse comigo eu não tinha a mínima ideia do que a pessoa estava falando. Então realmente eu desconectei o microfone e fiquei na frente da câmera só sorrindo e fazendo “cara de tonta”, mas a família gostou de mim, eu fiquei por dois anos e na verdade eles são a minha família hoje em dia”, pontuou.

VISITA A SAJ:

Ainda sobre sua visita a Santo Antônio de Jesus, Helena afirma que tem bastante tempo que veio ao município, mas pretende voltar à visitar, “a última vez que eu tive na cidade foi em 2011, depois disso eu comecei a trabalhar muito, então quando você se transforma em uma profissional da área de babá é muito louco e nos Estados Unidos você não tem férias como no Brasil, as coisas aqui não funciona dessa forma, então, eu não tive mais oportunidade de ir, mas como agora eu não tô trabalhando tanto como antes, eu pretendo ir aí em julho; vamos ver se consigo”, diz.

EUA:

A babá explica que o mercado de trabalho dos EUA (Estados Unidos da America) em Los Angeles é muito mais intenso, “quando você trabalha bem e estabelece referência, você escolhe como você quer trabalhar. Se você quer cumprir 40 horas por semana ou 60, mas as pessoas aqui tem interesse que o funcionário fique na casa dele por 24 horas, às vezes, eles tem mais de uma babá por exemplo, uma trabalha durante 5 dias por semana e a outra fica para o fim de semana porque as pessoas gostam da convivência. Eles não querem pensar que tem que ligar para babá e ela vai dirigir, enfim, Los Angeles é muito cheio, você leva em média uma hora, uma hora e meia de um lugar para o outro, então é muito mais conveniente do que qualquer outra coisa que você fique na casa. Mas você se sujeita ao trabalho que você quer se sujeitar, é claro que tudo vai ser pago de acordo com as horas que você trabalha”, reforçou.

GARRA:

Sobre essa mudança de vida, Maria explica ainda que a falta de opção e caminho a seguir em Santo Antônio de Jesus fez com que ela acreditasse que uma nova realidade poderia dar certo, “foi o modo de sobrevivência. Ou eu faria o meu melhor, e até hoje eu sou assim, ou eu faço o meu melhor em tudo que faço, ou nem começo porque eu me exijo muito a não falhar e a sempre fazer o meu melhor. E em relação aos meus contratos, estou super tranquila porque eu sei que eu não falei nada sobre os meus clientes. Eu não passei nome, eu não dei detalhes, não tem nada. Agora infelizmente, a internet chega informações, como tem fotos minhas em muitos lugares, então foi mais ou menos um mês de coisas que acabaram formando a entrevista em si. Mas como eu disse, o intuito na verdade foi falar de uma forma geral, generalizada e na verdade inspirar as pessoas que você pode fazer e conseguir o que você quiser, independente de situações adversas que a vida traz, e que às vezes a vida quer passar rasteiras, mas que você pode levantar e continuar andando pois no futuro você vai entender o porquê aquilo tudo aconteceu e você entenderá com o crescimento ao invés de se vitimizar, exatamente por isso que eu quis falar”, finalizou.

Redação: Voz da Bahia