Eleições europeias registram ‘boom’ de afluência às urnas

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-Foto: Divulgação
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Contrariando as estatísticas, a União Europeia (UE) registrou um “boom” de afluência às urnas neste domingo (26), em 21 países onde se vota para o Parlamento Europeu. As eleições legislativas, que ocorrem a cada cinco anos, estão acontecendo desde a última quinta-feira (23) no continente. Sete nações já votaram e outras 21 encerram hoje o pleito. As urnas abriram às 7h locais e fecham às 23h em cada país. Os resultados devem começar a sair pela noite e serem confirmados na segunda-feira (27). Por volta das 17h locais, a França registrava um comparecimento às urnas de 43% dos eleitores. Na Dinamarca, houve um aumento de 4% em relação ao último pleito, em 2014, assim como na Romênia, cuja afluência cresceu 6%. Na Polônia, o índice de comparecimento às urnas dobrou de 7% a 14%. Na Espanha, às 18h locais, já tinham comparecido às urnas 48,54% dos eleitores, um índice 14,5% maior que os 34,07% de 2014. A Alemanha, por sua vez, registrou 60% de afluência, o maior índice desde 1989, ano da reunificação do país. 

Já a Itália manteve sua taxa. Às 19h locais, tinham exercido o direito de voto 43,10% dos eleitores. Em 2014, o número era de 41,59%. Ao todo, 51 milhões de italianos estão habilitados a votarem para eleger 76 eurodeputados, sendo que 73 tomarão posse imediatamente, e os outros três, quando o Reino Unido deixar a União Europeia, abrindo vagas no Parlamento. As eleições parlamentares europeias de 2019 ocorrem em um momento de instabilidade devido ao Brexit. O Reino Unido, cuja previsão era a de que já estivesse fora da UE, está participando do pleito devido ao impasse para se desligar do bloco. Além disso, partidos políticos nacionalistas e de extrema-direita apresentavam uma participação expressiva nas pesquisas de intenção de voto, com discursos contrários à atuação da UE.   

Resultados parciais e bocas de urna – Na Alemanha, o partido da chanceler Angela Merkel, o CDU, aparece em primeiro na boca de urna, com 27,5% dos votos, apesar de perder 7,8% na comparação com o desempenho nas eleições de 2014. O Partido Verde foi o grande destaque do pleito, conquistando 20,5% dos votos, um aumento de 9,8% desde as últimas eleições e se consagrando como a segunda maior legenda alemã no Parlamento Europeu. Na Holanda, a vitória dos trabalhistas do PVDA de Frans Timmermans foi confirmada com 18,10% dos votos. O Partido Popular, do premier Mark Rutte, ficou em segundo lugar, com 15%.

Na Áustria, a boca de urna indica vitória do Partido Popular (OEVP), do chanceler Sebastian Kurz, com 34% dos votos. Na Eslováquia, onde as eleições ocorreram ontem (25), as pesquisas de boca de urna indicam a vitória dos conservadores do DISY, com 28% dos votos, seguidos pelos comunistas do AKEL. Na Grécia, o Nova Democracia, de centro-direita, liderado por Kyriakos Mitsotakis, parece despontar como o grande vencedor, derrotando a legenda do primeiro-ministro Alexis Tsipra, o esquerdista SYRIZA. Em Malta o Partido Trabalhista do premier Joseph Muscat ficou com 55% dos votos, segundo as projeções. (ANSA) (Isto é)

   

  

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