Um grupo de 12 entidades médicas e científicas nacionais e internacionais pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibição total dos implantes hormonais manipulados, conhecidos como “chips da beleza”. Entre as entidades estão a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Sociedade Internacional da Menopausa (IMS) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Segundo as entidades, os implantes não passaram por estudos clínicos de qualidade capazes de comprovar benefícios para sintomas da menopausa, emagrecimento, ganho de massa muscular e alteração da libido. O documento também aponta falta de comprovação sobre a segurança dessas substâncias.
O pedido ainda denuncia a expansão de um modelo comercial envolvendo produção em escala, preparação de médicos para prescrição, divulgação nas redes sociais e formação de estoques dos implantes.
Entidades que assinam o pedido
Além da SBEM, IMS e Febrasgo, assinam o documento a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Associação Brasileira de Climatério (Sobrac), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS).
A Anvisa já havia adotado, em 2024, medidas preventivas contra a manipulação, comercialização, propaganda e uso de implantes hormonais manipulados. A Agência também mantém alerta sobre a ausência de comprovação de segurança e eficácia desses produtos para finalidades estéticas e outras indicações.
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