A vitória da Escócia por 1 a 0 sobre o Haiti, na noite de sábado (13), em Boston, nos Estados Unidos, abriu os trabalhos do Grupo C da Copa do Mundo e ofereceu importantes sinais para a Seleção Brasileira, que enfrentará ambas as equipes nos próximos compromissos da fase de grupos.
O único gol da partida foi marcado por John McGinn ainda no primeiro tempo. Apesar dos três pontos e da liderança provisória da chave, a atuação escocesa deixou dúvidas. Já o Haiti, mesmo derrotado, chamou a atenção pela postura ofensiva e pela capacidade de pressionar um adversário europeu durante boa parte do confronto.
O Brasil entra em campo contra os haitianos no próximo dia 19, na Filadélfia. Depois, encerra sua participação na fase de grupos diante da Escócia, no dia 24, em Miami.
- Em SAJ, secretária rebate influência política na regulação e afirma que critérios clínicos definem pacientes na Bahia: “Muitas vezes é por falta de profissional”
- Rodeio movimenta a ExpoSAJ 2026 nesta sexta-feira em Santo Antônio de Jesus; acompanhe ao vivo
- AviVip prepara estreia de novo produto na ExpoSAJ neste sábado
Escócia conquista vitória, mas mostra limitações
A seleção escocesa iniciou a competição com resultado positivo, porém sem convencer. A equipe encontrou dificuldades para controlar a partida e sofreu pressão em diversos momentos, principalmente durante a segunda etapa.
No meio-campo, Scott McTominay foi responsável pela organização das jogadas, mas a Escócia não conseguiu manter domínio constante. O gol surgiu após boa participação de Che Adams, que finalizou para defesa do goleiro Placide. No rebote, McGinn apareceu livre para completar para as redes.
Após abrir o placar, a Escócia adotou uma postura mais conservadora. O time recuou suas linhas, passou a defender próximo da própria área e apostou nos contra-ataques. A estratégia permitiu ao Haiti crescer na partida e assumir o protagonismo ofensivo.
A atuação revelou um padrão que pode ser repetido diante do Brasil. A equipe escocesa parece mais confortável atuando sem a posse de bola, explorando espaços deixados pelos adversários e apostando na velocidade dos ataques. Para superar esse sistema defensivo, a Seleção Brasileira deverá investir em paciência, movimentação e qualidade nos confrontos individuais.
Além de McGinn, os principais destaques escoceses foram McTominay e o atacante Che Adams, considerados peças-chave do esquema da equipe.
Haiti surpreende e cria mais oportunidades
Quem esperava um Haiti fragilizado encontrou uma seleção organizada, intensa e capaz de competir em alto nível. Mesmo sem pontuar, os haitianos terminaram a partida criando mais oportunidades claras de gol do que os adversários.
Desde os primeiros minutos, a equipe apostou em jogadas pelas laterais e cruzamentos para a área. O plano encontrou dificuldades diante da forte estatura dos zagueiros escoceses Grant Hanley, de 1,88m, e Jack Hendry, de 1,92m.
O gol da Escócia surgiu justamente em uma jogada de bola longa, uma das vulnerabilidades apresentadas pela defesa haitiana. Che Adams recebeu lançamento pela direita, participou da construção da jogada e viu McGinn aproveitar a sobra para marcar.
Mesmo assim, o Haiti criou situações perigosas. Frantzdy Pierrot esteve próximo de marcar em duas oportunidades ainda no primeiro tempo, demonstrando força física e boa movimentação ofensiva.
Na etapa final, os haitianos aumentaram o ritmo, controlaram boa parte das ações e acumularam chegadas ao ataque. O principal problema foi a falta de eficiência nas conclusões e algumas escolhas equivocadas no momento decisivo das jogadas.
Enquanto o experiente atacante Duckens Nazon ainda busca recuperar o melhor ritmo após dificuldades recentes provocadas pelo conflito no Irã, Frantzdy Pierrot desponta como a principal ameaça ofensiva da equipe.
Brasil observa adversários de olho na classificação
A estreia do Grupo C mostrou que o Brasil terá desafios distintos pela frente. A Escócia demonstrou solidez defensiva e eficiência para jogar em transições rápidas, enquanto o Haiti apresentou intensidade, boa troca de passes e capacidade de pressionar adversários tecnicamente superiores.
Se a Seleção conseguir explorar os espaços deixados pelos haitianos e encontrar soluções para furar o bloqueio escocês, as chances de avançar ao mata-mata aumentam consideravelmente.
O desempenho das duas equipes em Boston serviu como um importante laboratório para a comissão técnica de Carlo Ancelotti, que agora prepara a equipe para os confrontos decisivos da primeira fase.





