Estoque de empregos na Bahia reduziu 1,2% em 2020

Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgada pelo Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) e sistematizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan), a Bahia contabilizava, em dezembro de 2020, 2.176.188 vínculos formais de emprego – uma redução de 26.211 postos comparativamente ao registrado em dezembro de 2019, quando o estoque havia sido de 2.202.399 . Entretanto, a Bahia possui o sétimo maior estoque de empregos formais do país e o maior do Nordeste.

Em termos de variação absoluta, o fechamento de 26.211 postos em um ano colocou o estado na nona posição entre os estados brasileiros nesse quesito. No intervalo de um ano, em um contexto sanitário mundial atípico, portanto, houve um arrefecimento de aproximadamente 1,2% no total de empregos formais.

A redução relativa foi inferior ao recuo percentual constatado para a Região Nordeste (-2,1%), mas se mostrou superior ao observado para o Brasil (-1,0%). Esta variação percentual no estoque de empregos formais da Bahia é a décima segunda menor entre as unidades federativas do país.

Além do mais, houve redução nos rendimentos nesse intervalo de tempo. Tomando o mês de dezembro como referência, a remuneração real média do trabalhador baiano passou de R$ 2.777,71 (em 2019) para R$ 2.771,73 (em 2020), diminuição absoluta de R$ 5,98 e relativa de 0,2. No Brasil e no Nordeste, a remuneração real média do trabalhador foi de R$ 3.291,56 e R$ 2.728,82, respectivamente.

Por fim, ocorreu também uma diminuição no número de estabelecimentos com vínculos. Em 2019, havia 183.311 estabelecimentos. No entanto, em 2020, este número passou para 179.403 estabelecimentos no estado. Houve redução absoluta de 3.908 instituições com vínculos e decréscimo relativo de 2,1% em comparação ao ano anterior.

Em síntese, a supressão do estoque de empregos formais na Bahia não reflete somente a grave crise da epidemia de covid-19 surgida em 2020 no país, pois a redução desse quantitativo já se apresentava nos resultados do ano anterior (RAIS 2019). (Bahia.Ba)