Eunápolis: Suspeito de estuprar e manter mulher em cárcere privado foi preso há dois anos por agredir ex-companheira

Judson dos Santos foi preso na Bahia por agressão, estupro, ameaça e por manter companheira em cárcere privado — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Judson dos Santos foi preso na Bahia por agressão, estupro, ameaça e por manter companheira em cárcere privado — Foto: Divulgação/Polícia Civil

O homem de 31 anos que foi preso suspeito de manter a esposa em cárcere privado por dois meses e obrigá-la a manter relações sexuais com ele, em Eunápolis, no sul da Bahia, já tinha passagem pela Polícia Civil por agredir a ex-companheira, em 2017.

De acordo com informações do delegado Moisés Damasceno, coordenador da Polícia Civil na região, Judson dos Santos, conhecido como “Paulinho do Mototáxi”, que segue preso em Eunápolis, também agredia a primeira esposa dele. A vítima deixou a cidade após descobrir que o suspeito foi solto.

Segundo Moisés Damasceno, além do caso de estupro e cárcere privado contra a esposa, a polícia também investiga a participação de Judson dos Santos em um homicídio que aconteceuem Eunápolis, no ano passado. O mototaxista teria levado um rapaz para um ponto momentos antes da vítima ser morta.

O suspeito foi preso na terça-feira (30), após a polícia receber uma carta enviada pela vítima.

Conforme o coordenador, a mulher pediu à sogra para entregar a carta a um parente dela. No bilhete, ela pedia que uma pessoa da família procurasse a polícia, pois ela era ameaçada de morte pelo marido.

Moisés Damasceno informou que a vítima disse também que o homem a agredia e ameaçava matar os familiares dela, caso ela fosse embora ou terminasse o relacionamento com ele. O suspeito vai responder por estupro, ameaça e violência doméstica.

Em entrevista à TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia, Judson dos Santos disse que tinha a chave da casa do casal e negou as acusações de estupro e ameaças.

“Ela tinha a chave dela e eu tinha a minha. Ela poderia sair para onde ela quisesse, ela fez isso para me ver preso. Se ela tinha a chave dela e eu tinha a minha, como é que é cárcere de privado?”, contou o suspeito. (G1/Ba)