O empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o senador Jaques Wagner (PT-BA) não teria atuado no Congresso para beneficiar a instituição. A declaração consta em uma petição apresentada pela defesa de Lima em junho.
Segundo a defesa, a Polícia Federal teria confundido uma emenda apresentada por Wagner com o texto original da Medida Provisória 1.106/2022, editada durante o governo Jair Bolsonaro. A MP ampliou a margem para empréstimos consignados destinados a aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC.
A emenda de Wagner, segundo o documento, propunha estabelecer limites para os juros do crédito consignado e ampliar a proteção aos consumidores. A defesa de Lima sustenta que essa proposta seria contrária aos interesses atribuídos ao Banco Master.
O caso também envolve a chamada “Emenda Master”, relacionada à PEC 65/2023. Segundo a defesa, Wagner se posicionou contra a medida proposta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). O senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da proposta, também teria afirmado que não foi procurado por Wagner para tratar do assunto.
A defesa de Wagner já havia apresentado argumento semelhante ao STF ao contestar medidas adotadas no âmbito da investigação. A Polícia Federal, por outro lado, mantém outras linhas de apuração envolvendo a atuação do senador no caso Banco Master.
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