Exportações baiana têm queda de 12,8% em junho

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Foto: Ivan Bueno/Appa

As exportações baianas recuaram 12,8% em junho em comparação ao registro do mesmo mês no passado. Os dados foram divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), nesta sexta-feira (5). Agora, os valores atingem a marca dos US$ 575,5 milhões.

Ainda segundo a SEI, a queda das exportações ocorreu por conta da recuperação lenta da economia doméstica, da redução da safra de grãos, estimada em 14,3%, além do quadro global que não está favorável.

Conforme a superintendência, no semestre, a quantidade exportada pelo estado (quantum) teve queda de 1,4%, como consequência do volume menor das trocas globais, afetadas pela escalada das tensões entre EUA e China e pela redução nos embarques de celulose e de soja.

Apesar disso, os preços dos produtos vendidos para o exterior subiram em, média, 2,4%, puxados por metalúrgicos, minerais e derivados de petróleo. Entre os produtos básicos, destaque para o algodão, cujas vendas cresceram 236% comparados ao primeiro semestre de 2018, graças ao aumento da produção no oeste baiano e da demanda por Indonésia, China, Bangladesh e Vietnã.

Já o campo dos manufaturados e do e setor automotivo, continuam sendo atingidos pelos efeitos da crise argentina, que ainda deve se manter ao longo do segundo semestre.

Importações

As importações também recuaram para US$ 405,1 milhões em junho, 21,5% abaixo do mesmo mês no ano passado

No semestre, isso soma US$ 3,44 bilhões, com um crescimento positivo de 14,8%. Apesar do índice positivo, os números mostram que as importações estão mais fracas que o esperado, também em razão do baixo desempenho da atividade doméstica.

O desempenho positivo da importação está praticamente circunscrito aos Combustíveis (Gás, Nafta e Petróleo) com aumento de 152,1%. Dentre os produtos intermediários, que respondem por 75% do volume importado pelo estado, houve aumento nas compras de minério de cobre (45%) e fertilizantes (102,5%).

Conforme o SEI, a Bahia acumula um superávit de US$ 330 milhões em sua balança comercial – queda de 55,1% – enquanto que a corrente de comércio exterior, que é a soma das exportações e importações, atingiu US$ 7,21 bilhões, número 7,1% acima do mesmo período do ano passado. (G1)

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