Farmácia Popular poderá ter exames, teleatendimento e reconhecimento facial contra fraudes

Nova regulamentação prevê modernização do programa e estuda ampliar o atendimento para áreas vulneráveis e regiões de difícil acesso

O Programa Farmácia Popular poderá passar por uma série de mudanças nos próximos anos. Uma nova regulamentação publicada nesta semana prevê medidas para modernizar o serviço, ampliar o atendimento à população e reforçar os mecanismos de fiscalização. Segundo o Ministério da Saúde, um grupo de trabalho vai analisar a possibilidade de incluir exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e acompanhamento terapêutico entre os serviços oferecidos pelo programa.

Outra proposta em avaliação é ampliar o credenciamento de farmácias em regiões consideradas mais vulneráveis. Para isso, poderão ser levados em conta fatores como a densidade populacional, com prioridade para áreas periféricas de grandes cidades.

Também estão previstas alternativas para localidades onde o acesso é mais difícil. Em regiões ribeirinhas, por exemplo, o governo estuda a utilização de unidades volantes ou estruturas avançadas de atendimento, como forma de levar os serviços a áreas com maior dificuldade de logística.

A regulamentação também abre espaço para o uso de inteligência artificial, biometria e reconhecimento facial na identificação dos usuários. A medida tem como objetivo reforçar a segurança do programa e dificultar possíveis fraudes.

De acordo com o Ministério da Saúde, a implementação efetiva das novas ações dependerá de avaliações técnicas, pesquisas sanitárias e assistenciais e das necessidades específicas de cada estado e município.

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