Guerra no Irã pode impactar abastecimento e elevar preço dos combustíveis na Bahia

Especialistas alertam para risco futuro de escassez, enquanto diesel já falta em regiões do Brasil

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O cenário de tensão no Oriente Médio, envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, começa a refletir na economia brasileira e acende um alerta sobre o abastecimento de combustíveis na Bahia.

Embora ainda não haja falta de produtos nos postos baianos, especialistas apontam que o risco existe, principalmente se o conflito se prolongar e continuar pressionando os preços do petróleo no mercado internacional.

No Rio Grande do Sul, a situação já preocupa: 142 municípios relatam dificuldades para adquirir óleo diesel, afetando diretamente serviços públicos e atividades da agropecuária.

De acordo com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), prefeituras estão priorizando áreas essenciais, como saúde, enquanto obras e serviços que dependem de máquinas começam a ser suspensos.
Com a alta do preço do petróleo, o impacto atinge principalmente empresas que compram combustíveis no mercado à vista, sem contratos de longo prazo. Isso reduz a previsibilidade no abastecimento e pode gerar dificuldades na reposição dos estoques.

Com a alta do preço do petróleo, o impacto atinge principalmente empresas que compram combustíveis no mercado à vista, sem contratos de longo prazo. Isso reduz a previsibilidade no abastecimento e pode gerar dificuldades na reposição dos estoques.

Na Bahia, o cenário ainda é considerado estável, mas já há sinais de alerta. Segundo o presidente do sindicato dos postos, o aumento no custo dos combustíveis afeta diretamente o capital de giro dos empresários, dificultando a compra de novos estoques.

Além disso, há incerteza sobre a origem do problema em casos de desabastecimento: pode ser tanto a falta do produto nas distribuidoras quanto a dificuldade financeira dos postos.

Outro fator que poderia pressionar ainda mais os preços foi temporariamente suspenso. O governo estadual adiou o aumento do ICMS sobre o etanol, que passaria de 12% para 22%.

Caso a medida entrasse em vigor, o preço do litro poderia subir até R$ 0,50. A decisão levou em conta o cenário internacional e o impacto direto no bolso do consumidor.

Especialistas reforçam que, quanto mais tempo durar o conflito, maiores serão os impactos no Brasil. A possibilidade de falta de combustível na Bahia ainda é considerada distante, mas não descartada.

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