O São João 2025 na Bahia tem deixado marcas não apenas na memória dos festeiros, mas também na pele de dezenas de vítimas de queimaduras. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), entre os dias 18 e 22 de junho, 29 pessoas foram atendidas na rede estadual com ferimentos causados por fogos de artifício, incluindo explosões de bombas e acidentes com espadas.
O Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, foi o que mais recebeu pacientes com esse tipo de lesão, totalizando 21 atendimentos. Os demais casos foram registrados no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (5), no Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié (2), e no Hospital do Oeste, em Barreiras (1).
Entre as ocorrências, 15 pessoas ficaram feridas por bombas, 5 por espadas — artefato proibido desde 2017 — e 9 por queimaduras variadas com fogos típicos do período junino. As vítimas, em sua maioria, são do sexo masculino e estavam manipulando os artefatos em ambientes improvisados, sem equipamentos de segurança.
A Sesab reforça o alerta sobre os riscos do uso de fogos de artifício, especialmente os de fabricação caseira. Além de queimaduras graves, esses artefatos podem causar amputações, perda de visão e sequelas permanentes.
“São casos que poderiam ser evitados com responsabilidade e consciência. O São João é uma festa tradicional, mas precisa ser segura para todos”, destacou um técnico da pasta.
Com o aumento dos registros, os hospitais estaduais reforçaram as equipes de emergência para garantir o atendimento rápido e eficaz. O Governo do Estado também intensificou campanhas educativas sobre os perigos dos fogos e a prática ilegal da guerra de espadas, que continua ativa em algumas cidades, apesar da proibição.
A Sesab alerta que a maioria dos acidentes acontece durante a manipulação ou acendimento dos artefatos e recomenda que apenas adultos manuseiem fogos — sempre com orientação, em locais abertos, e sem improvisações.
O São João segue até o final de junho em diversas cidades baianas. A recomendação é que a celebração aconteça com responsabilidade, para que a alegria não se transforme em tragédia.


