A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (6), uma operação contra influenciadores digitais suspeitos de integrar um esquema de fraudes em plataformas de apostas online, com movimentação estimada em R$ 11 milhões. A Bahia está entre os estados onde foram cumpridos mandados.
Coordenada pela 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia, a ação também ocorreu em Goiás, São Paulo, Maranhão, Paraíba e Rio de Janeiro. Além das buscas e apreensões, a Justiça determinou o bloqueio de valores milionários nas contas dos investigados.
Segundo as investigações, o grupo atuava promovendo ganhos irreais em plataformas conhecidas como “Jogo do Tigrinho”, atraindo seguidores para investimentos que, na prática, resultavam em prejuízo. Influenciadores exibiam uma vida de luxo nas redes sociais para convencer vítimas a acessar links de apostas.
Nove pessoas são investigadas por participação no esquema, que teria uma estrutura organizada, com divisão de funções entre líderes, operadores e divulgadores. No centro das apurações estão dois jovens, apontados como responsáveis por ostentar riqueza e atrair seguidores para as plataformas.
De acordo com a polícia, os investigados utilizavam contas de demonstração, conhecidas como “contas demo”, onde os ganhos são manipulados para parecerem altos. Ao acessar os links divulgados, as vítimas eram direcionadas a sistemas programados para gerar perdas financeiras.
A investigação também identificou o uso de tecnologias para ocultar a identidade dos envolvidos, como servidores proxy, além da utilização de contas bancárias em nome de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro.
O esquema teria movimentado cerca de R$ 11 milhões, com registros de integrantes que chegavam a movimentar, em média, R$ 48 mil por dia. Parte desse valor retornava aos influenciadores como comissão pelas perdas das vítimas.
Diante das provas, a Justiça determinou o bloqueio dos valores para interromper o fluxo financeiro e possibilitar eventual ressarcimento aos prejudicados.
Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. As apurações continuam, e a polícia não descarta novas fases da operação com identificação de outros envolvidos.




