Jerônimo diz que define possível reforma administrativa na Bahia até o fim do mês; anúncio de secretariado será em dezembro

Jerônimo fala sobre possível reforma administrativa — Foto: Eric Luis Carvalho/g1

O governador eleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), visitou a Rede Bahia, nesta quarta-feira (10). O petista conversou com diversos veículos da Rede.

Em entrevista ao g1, Jerônimo falou sobre o período de transição entre o seu governo e atual, do governador Rui Costa. Segundo ele, até o final deste mês haverá uma definição sobre uma possível reforma administrativa.

Jerônimo disse que conversou com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, durante a estadia deste na Bahia, na semana passada. A ideia é que o governo baiano tenha uma estrutura que possa se assemelhar à estrutura federal.

Em relação aos povos indígenas, Lula já anunciou a criação de um ministério para os povos originários. Jerônimo diz que existe a possibilidade do tema deixar a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e ser transferida para a Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi).

“Então, por exemplo, quando ele fala que vai criar um ministério ligado aos povos indígenas, no meu caso, nós temos uma ação que é desenvolvida em relação aos indígenas na SJDHDS. É possível que a gente possa pegar essa estrutura e trazer pra Sepromi. E ao invés da Sepromi trabalhar com o aspecto da igualdade racial, ele possa tratar também dos povos originários. Até porque nós temos aí pescadores, marisqueiras, diversos grupos étnicos e originários que precisam desse amparo”, disse Jerônimo.

O governador eleito disse a possível reforma já foi discutida com o atual governador Rui Costa. Ele afirmou que os nomes dos novos secretários devem ser anunciados na primeira semana de dezembro.

“A expectativa é que a gente possa fazer essas arrumações da reforma administrativa, se for preciso modificar algumas peças e enviar pra Assembleia ainda esse ano, que o Rui topou fazer, até o dia 30 de novembro. Quanto aos nomes, eu pedi uma trégua para que até o meado de dezembro. Se tiver alguma coisa antes eu direi e não vou guardar”, disse.

O secretário ainda falou sobre a possibilidade de que partidos que o apoiaram apenas no segundo turno, como PSOL, PSC, e Rede, tenham cargos no governo. Ela disse que em algumas pastas, o titular será de conta pessoal, independente da filiação partidária.

“Nós já tivemos um trabalho com os partidos que estiveram com a gente no 1º turno, que foi o trabalho conjunto para eleição de deputados federais e estaduais. Então nós já temos aí um espaço que foi construído de forma coletiva. Eu falei que existem secretarias que vão ser de minha responsabilidade, tem algumas que já são tradicionais, que não são negociadas, Sefaz, Administração, pastas finalística por exemplo saúde, segurança pública, educação. Aquelas que a gente pode até ser que o secretário ou a secretária seja de um partido, mas é numa cota mais de governador. Mas “, disse.

O governador eleito destacou ainda a possibilidade de dialogar com os partidos aliados espaços dos órgãos federais que agora, com Lula, estarão dentro do mesmo alinhamento. (G1)

google news
senac