O julgamento dos três acusados pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas foi adiado mais uma vez pela Justiça. Inicialmente marcado para o início de março, o júri popular foi remarcado para o dia 24 de março de 2026, conforme determinação judicial confirmada pela defesa da família da vítima.
O processo segue no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias D’Ávila (RMS de Salvador), onde já vinha sendo preparado, mas, em ocasiões anteriores, a sessão foi suspensa após a defesa dos réus abandonar o local alegando falta de segurança no plenário. Na ocasião, os advogados chegaram a pleitear a transferência do júri para Salvador, pedido chamado de desaforamento, mas que não foi acatado pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA).
Os réus o ex-marido da cantora, Ederlan Santos Mariano (apontado como mandante do crime), Weslen Pablo Correia de Jesus (conhecido como bispo Zadoque) e Victor Gabriel Oliveira Neves respondem por feminicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa. Eles permanecem presos preventivamente e já admitiram ter dividido o pagamento que teria sido feito para executar o crime.
Sara Freitas foi morta em outubro de 2023, com mais de 20 facadas, e seu corpo foi encontrado carbonizado às margens da rodovia BA-093 após quatro dias desaparecida.


