Justiça considera prisão ilegal e destaca ausência de provas contra ginecologista em Salvador

Sem qualquer imagem encontrada, Justiça aponta ausência de provas e manda soltar médico em Salvador

Felipe Queiroz/Pexels/Ilustrativa

A decisão da Justiça que determinou a soltura do ginecologista preso em Salvador trouxe um novo olhar sobre um caso que ganhou ampla repercussão nos últimos dias, após o médico ser acusado de filmar uma paciente durante um exame em uma clínica no bairro de Vila Laura. Ao analisar os autos, o juiz plantonista concluiu que não havia elementos suficientes para manter a prisão em flagrante e destacou a “absoluta ausência de prova da materialidade criminosa”, além de considerar ilegal a prisão em razão do enquadramento do suposto delito.

Segundo a decisão, o médico colaborou integralmente com a investigação, autorizando o acesso ao seu aparelho celular, ao aplicativo Meta View — utilizado pelos óculos inteligentes Ray-Ban Meta —, à galeria de fotos, à nuvem iCloud, à lixeira e até aos arquivos apagados, fornecendo inclusive sua senha pessoal. Mesmo após essa análise detalhada, nenhum vídeo ou imagem relacionado à denúncia foi encontrado.

Diante desse cenário, o magistrado entendeu que não havia provas da materialidade do crime capazes de justificar a manutenção da prisão em flagrante, determinando o relaxamento da medida.

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